Criança

Maneira de falar com a criança hiperativa reduz a euforia; veja dicas

Ter rotina dentro de casa é importante para uma criança com TDAH

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

Pais devem elogiar quando filho hiperativo cumpre alguma tarefa (Foto: Shutterstock)

Pais devem elogiar quando filho hiperativo cumpre alguma tarefa (Foto: Shutterstock)

Seu filho é agitado e impulsivo? Ele pode ser hiperativo e o nome certo do diagnóstico é TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade). Mas se a criança for introspectiva, imatura ou ingênua demais também pode ser diagnosticada com o mesmo transtorno, já que os comportamentos variam de uma criança para a outra.

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O TDAH é um transtorno de desenvolvimento caracterizado por um excesso de déficit de atenção, hiperatividade e impulsividade resultante de uma má autorregulação no cérebro da criança. Nesses casos, há uma deficiência de dopamina e noradrenalina na parte do córtex que gera a atenção, controla impulsos, gera as habilidades motoras, responde às frustrações e auxilia no cumprimento de tarefas do cotidiano da pessoa. Segundo o neuropediatra Clay Brites, o transtorno começa quase sempre antes dos 12 anos.

“É genético em 80% dos casos, sendo predominante em meninos. Outras condições que aumentam o risco de desenvolver o TDAH é o nascimento prematuro ou baixo peso do bebê”, disse Clay Brites, um dos idealizadores da Neuro Saber, entidade sem fins lucrativos que compartilha conhecimentos sobre Neurociências e Educação para a detecção precoce de atrasos no desenvolvimento de crianças.

Mas como identificar se seu filho sofre de TDAH? A psicóloga Karina Rodrigues afirmou que os sintomas são muito variados e o diagnóstico só pode ser feito por uma equipe médica e psicológica. “Aconselho que os pais levem os filhos, mesmo bebês, ao psicólogo se perceberem comportamentos de esquecimento, perda de coisas e falta de atenção neles. Também quando os filhos são muito impulsivos, parecendo não medir as consequências do que fazem, quando falam o que pensam e quando falam rápido demais. Muita dificuldade em se organizar e muita inquietação mental e motora, como balançar o pezinho, também pode ser uma indicação de TDAH”, acrescentou.

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O tal TDAH

Se o TDAH for identificado, a primeira atitude dos pais não deve ser dar ao filho Ritalina (Metilfenidato), medicamento que foi utilizado largamente em crianças com o menor sinal de agitação. “O Metilfenidato deve ser dado apenas quando comprovado pelo médico que há realmente um TDAH e, mesmo assim, só quando os sintomas são severos e, portanto, estão prejudicando a vida da criança mesmo com as tentativas de tratamento complementares”, completou Karina.

O neuropediatra Clay Brites acrescentou que o ideal é o medicamento ser dado, se confirmado o diagnóstico, apenas a partir dos 6 anos de vida, pois pesquisas feitas mostraram uma maior eficácia no corpo de crianças dessa idade. “A medicação só é imprescindível nas atividades que exigem maior esforço de atenção, organização de pensamentos e controle da impulsividade”, disse.

Apesar de o remédio acalmar a situação, o TDAH não tem cura, por isso, o neuropediatra deu algumas dicas para os pais gerarem mais bem estar no lar de quem tem uma criança hiperativa:

1- Tenha muita paciência para explicar e delegar tarefas, pois a criança costuma ter esquecimentos;

2- Motive seu filho sempre a cumprir tarefas que naturalmente são chatas, convencendo-o de que fazê-las trará recompensas;

3- Dê mais tempo para a criança entender e processar o que se fala, assim ela terá mais tempo para cumprir uma tarefa corretamente, evitando erros desnecessários que reduziriam a autoestima dela;

4- Fale de forma clara, objetiva e verifique se seu filho entendeu o que você disse;

5- Sempre ajude nas tarefas do seu filho, pois o pai que deixa de fazer suas próprias coisas para se dedicar à criança faz com que o pequeno não reclame, nem deixe a atividade para depois;

6- Mantenha uma rotina e exposição clara de regras em casa, pois a criança com TDAH tem excessiva dificuldade para criar parâmetros, ficando sempre tudo muito incompleto e fugaz em sua mente quando ela tem que se dedicar a atividades sem recompensa imediata;

7- Evite chamar a criança por termos pejorativos por causa dos recorrentes fracassos;

8- Fique sempre atento ao rendimento escolar do seu filho, especialmente no que tange leitura, escrita e matemática, as quais são básicas e fundamentais para aprender a sequência do que virá durante todo o resto da vida acadêmica e, no caso de um filho com TDAH, pode gerar uma sucessão de fracassos ano a ano;

9- Demonstre que entende os erros da criança, mas, quando ela consegue realizar algo, elogie muito.

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