Bebês

Casos de otite podem ser confundidos com hiperatividade

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Publicado em 10/10/2013, às 18h35 - Atualizado em 23/09/2020, às 07h46 por Redação Pais&Filhos


Otite Média Aguda: o nome é grande, mas fala de algo bem comum. Hoje é a segunda ou primeira causa de procura de pais e mães ao pediatra e a maior causadora de prescrição de antibióticos para crianças. A maior parte dos pais já viu essa cena: o bebê ou criança chorando, com febre, irritada, constipação, agitação, tosse, sono leve. Ao levar ao consultório, o pediatra vai examinar o ouvido da criança e encontra o tímpano inflamado e estufado como se fosse uma “bochecha estufada”, como comparou a médica otorrinolaringologista pediatra Tânia Maria Sih, autora de 36 livros na área, palestrante na manhã de quinta-feira,11 de outubro, no 36º Congresso Brasileiro de Pediatria.

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A otite média aguda pode acontecer em bebês muito pequenos, aos 4 meses, por exemplo, mesmo que não tenham contato com outras crianças, mas geralmente as maiores vítimas tem entre 6 e 12 meses, e apresentam um histórico em comum que pode ser:

–  Crianças que frequentam creches e escolas desde muito cedo;

–  Bebês que não foram amamentados pela mãe até os 6 meses;

– Bebês que receberam o aleitamento de forma incorreta (ele deitado, por exemplo), os casos podem ser mais frequentes e graves;

–  Crianças com histórico familiar de otite, ou seja, com recorrências familiares genéticas.

De acordo com a médica Tânia, o aleitamento materno é a melhor forma de prevenção à doença, mas há alguns cuidados que podem ser tomados para evitar a otite média aguda, tais como não usar chupeta e fazer a amamentação recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), exclusivamente por 6 meses e até 2 anos ou mais aliada a outros alimentos. Mas, em casos de propensão genética, ainda não há muito que fazer. “Infelizmente, nesses casos não houve avanços. Não temos muitas soluções”, lembrou.

Qual o remédio?

Os antibióticos são bastante eficazes e positivos no tratamento para a otite média aguda. Os mais indicados por médicos são amoxilina, mas muitas vezes as crianças podem ficar em observação por alguns dias, ou passar por cirurgias reparadoras.

Otite ou TDAH?

A pergunta pode soar estranha e a comparação, incoerente. Mas, acredite, muitos diagnósticos de distúrbios mentais podem ser confundidos com doenças físicas recorrentes, como a otite. Foi o que defendeu a médica otorrinolaringologista Berenice Dias Ramos, que trabalha atendendo crianças com o quadro. “Alguns bebês que recebem o aleitamento e, mesmo assim, apresentam quadros de otite recorrente podem receber um primeiro diagnóstico de TDAH, mas o que têm está bem escondido no ouvido”, afirmou. Segundo a médica, muitas crianças poderiam ser tratadas com observação ou antibiótico e melhorar rapidamente, caso o diagnóstico (otoscopia) fosse realizado. Alguns dos sintomas são:

– Agitação

– Dificuldade em ganhar peso

– Choro frequente

– Crianças que caem muito

– Ouvem sons em altos volumes

– Derrubam tudo o que veem na frente

–  Dificuldade de concentração

– Crianças que conversam muito durante a aula

–  Dificuldade de aprendizado

A repórter Ana Lis Soares está no 36º Congresso Brasileiro de Pediatria a convite da Boiron.


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Saúde

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