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Por que as mães costumam sentir tanta culpa?

A psicóloga Betty Monteiro fala de onde vem este sentimento

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Isabela Kalil de Lima

Isabela Kalil de Lima ,Filha de Kátia e Fabio

Culpa é um sentimento muito comum na maternidade que precisa ser tratado (Foto: Shutterstock)

Culpa é um sentimento muito comum na maternidade que precisa ser tratado (Foto: Shutterstock)

Seja por voltar ao trabalho, deixar o filho na creche ou mesmo por não poder comprar os brinquedos mais caros, as mães compartilham um sentimento muito comum. “Nasce a mãe, nasce a culpa”, afirma Betty Monteiro, mãe de Gabriela, Samuel, Tarsila e Francisco, psicóloga, pedagoga e escritora. Toda essa culpa acontece, de acordo com a especialista, porque as mães querem ser perfeitas.

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Esse desejo constante de alcançar perfeição acontece por diversos fatores, tanto pessoais, quanto culturais e até religiosos. “Em geral, as mães são as mais responsáveis pela criação do filho e acabam assumindo maiores responsabilidades. Sendo assim, quando alguma coisa não dá certo, a sociedade aponta a mãe como culpada”, explica Betty.

A própria família e amigos também podem criar essa sensação nas mães. Tias, avós e pais delas estão sempre querendo dizer o que se deve ou não fazer. Além disso, a psicóloga acredita que, hoje em dia, o peso da culpa é ainda maior porque as mães também competem entre si. “A maternidade está virando uma coisa muito angustiante porque as mães querem trabalhar, cuidar da casa, dar conta do filho e ainda fazer tudo isso perfeitamente.”

A culpa sentida pelas mães está relacionada a pressão de precisar ser perfeita (Foto: Shutterstock)

A culpa sentida pelas mães está relacionada a pressão de precisar ser perfeita (Foto: Shutterstock)

A psicóloga alerta, no entanto, que nenhuma criança precisa de mãe perfeita. “Filhos precisam de mães coerentes. Mãe culpada não consegue educar e muito menos sentir prazer na maternidade”. Por isso, é tão importante aprender a lidar com a culpa e, principalmente, a confiar em si mesma.

Betty indica que as mães precisam orientar os filhos de acordo com seus princípios. “É muito mais fácil educar se direcionando por aquilo que você pensa do que buscar modelos que não vão ao encontro da sua concepção de vida.”

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O tema “Culpa não!” será abordado por Betty Monteiro no nosso Seminário Internacional “Mãe também é gente”, que ocorrerá dia 15 de maio no WTC (World Trade Center São Paulo), na zona sul de São Paulo. Inscreva-se aqui.

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