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Filho único não é sinônimo de criança mimada, dizem especialistas

Desenvolvimento está relacionado à estrutura familiar e à educação

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Carolina Piscina

Carolina Piscina ,filha de Ana Maria e Osvaldo

O que importa é a dedicação dos pais, independente de quantos filhos eles tenham (Foto: Shutterstock)

O que importa é a dedicação dos pais, independente de quantos filhos eles tenham (Foto: Shutterstock)

Ser filho único não é sinônimo de criança mimada, mal criada ou egoísta. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, o bom desenvolvimento da criança que não tem irmãos está relacionado à estrutura familiar e à educação, muito mais do que ter alguém em casa para conviver e dividir os brinquedos.

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Dentre as vantagens de ser filho único, estão a possibilidade de receber mais atenção e de ter pais menos preocupados, explica Ana Carolina Elston, psicóloga, filha de Monica e Rinaldo. Outro ponto positivo que levam pais a optarem por um único filho é a questão financeira, para que possam investir mais na educação e conforto da criança.

Carinho de irmão

Dá pra devolver?

As desvantagens de ser filho único podem ser muito parecidas com as vantagens, como explica a neuropsicóloga Deborah Moss, mãe de Ariel, Patrick e Alicia, todo o foco e expectativas ficam em cima de uma única criança, assim como as preocupações.  Como os filhos únicos não têm com quem compartilhar essas exigências, é necessário estar atento se elas estão se tornando muito rigorosas com seus próprios erros.

Uma das preocupações dos pais que têm apenas um filho é a questão do egoísmo e de ensinar a dividir as coisas. Como não há a convivência com um irmão diariamente, de fato, isso precisa ser mais reforçado na educação da criança. Mas não é difícil ensinar a dividir. “Com primos, amigos e os próprios pais, por exemplo, quando a criança estiver comendo um salgadinho, peça um e ensine a importância de compartilhar”, explica o psicólogo Yuri Busin, filho de Walnei e Tales.

(Foto: Shutterstock)

O filho único precisa ter suas amizades reforçadas e os pais têm papel essencial nisso (Foto: Shutterstock)

“Quero um irmão”

A solidão costuma ser um relato comum das crianças que são filhas únicas, como explica a psicóloga Ana Carolina. Entretanto, essa falta de companhia para brincadeiras pode ser suprida com o reforço das amizades dela, como chamar outros amiguinhos para brincar em casa, para que ela possa ter um vínculo saudável com pessoas da mesma idade.

É normal que a criança comece a pedir por um irmãozinho. Se isso acontecer e você não tiver interesse em ter mais filhos, é necessário explicar com delicadeza e paciência. “Fale sobre isso de uma forma muito lúdica. Inclusive, dá para explicar usando livros e brinquedos”, explica Yuri.

De acordo com Ana Carolina, para a criança que não tem irmãos, a escola desempenha papel fundamental em sua vida, que será o lugar onde terá a ligação com amigos e a oportunidade de compartilhar suas vivências. Mas não se engane: isso não quer dizer que ela irá amar estudar ou ir todos os dias para a aula!

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