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A maternidade vai te transformar e seu companheiro precisa saber disso!

Especialista explica como a chegada do bebê muda a dinâmica do casal

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

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Lidar com as mudanças com diálogo entre os parceiros é essencial (Foto: Shutterstock)

É fato: ter filhos muda o relacionamento. Embora as modificações variem conforme o casal, cuidar do recém-nascido traz uma sobrecarga que não havia antes e as pessoas lidam com ela de forma diferente. Isso, é claro, afeta diretamente na dinâmica entre os parceiros.

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“Em geral são as mulheres que estão mais solicitadas e precisam estar mais disponíveis  para a criança, daí tendem a ficar mais vulneráveis. Dificilmente, uma mãe sobrecarregada e amamentando consegue se manter com a libido elevada”, conta o psicólogo, psicanalista e pesquisador Luiz Hanns.

“O homem exigir dela muita atenção, leveza, diversão, sexo e disponibilidade é inadequado”, argumenta. Mas calma, tudo pode ser conversado. Se o casal for capaz de dialogar e tiver conexão emocional, encarar essa transformação fica mais fácil. No entanto, de acordo com o especialista, se os dois não estiverem conseguindo, o ideal é procurar algum tipo de ajuda profissional, como a terapia de casal.

“Problemas tratados no início podem ser melhor superados e causam menos cicatrizes. Em média, os casais só buscam ajuda seis anos após o problemas terem começado e chegam à terapia já muito desgastados”, afirma Luiz Hanns. Começar a conversar sobre isso antes e durante a gravidez é uma alternativa ainda melhor, já que é mais difícil discutir quando os ânimos estão à flor da pele.

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É um erro deixar para procurar ajuda profissional só depois que o relacionamento está desgastado (Foto: Shutterstock)

Para o psicólogo, muitos homens ainda têm dificuldade de assimilar os novos papéis com a chegada do bebê: “É uma questão cultural. Em sociedades mais machistas, como em muitas regiões do Brasil, isto é mais difícil”. Quando homens e mulheres partilham as tarefas familiares e domésticas, naturalmente tende a haver mais compreensão sobre as limitações que os novos papeis impõem à vida de casal, que, ao menos por um tempo, será tomada por tarefas e cuidados parentais.

Lembre-se: dialogar é ouvir respeitosamente as necessidades do parceiro, depois mencionar as suas e convidá-lo a ponderar os prós e contras de cada alternativa.

O tema “Para ser mãe você não precisa deixar de ser mulher” será abordado pelo Luiz Hanns no nosso Seminário Internacional “Mãe também é gente”, que ocorrerá dia 15 de maio no WTC (World Trade Center São Paulo), na zona sul de São Paulo. Inscreva-se aqui.

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