Criança

Chegou a hora: como saber se é o momento de seu filho ir para escola

Essa decisão não é nada fácil. Saiba aqui como você pode se sentir mais segura e ter certeza de que escolheu o momento certo

Redação Pais&Filhos

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Foto: Shutterstock

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No Brasil, a lei só exige que as crianças sejam matriculadas na Educação Infantil com 4 anos de idade. Mas existem muitas creches e escolinhas que aceitam crianças a partir de um ano. Será que vale a pena? A resposta depende das condições de cada família. Se a mãe tem que trabalhar, talvez seja melhor a criança ir mais cedo para a creche do que ficar em casa sozinha com a babá e a televisão.

E não precisa ficar cheia de culpa. Ir para a escola cedo faz bem, segundo o uma pesquisa do governo americano. O National Institute of Child Development descobriu, em 2012, que alunos que frequentaram escolinhas ou creches demonstraram, na adolescência, melhor desempenho escolar e vocabulário mais extenso se comparadas com crianças que ficaram em casa até os cinco anos, quando começa o ensino obrigatório por lá. Mas o estudo também mostrou que os maiores benefícios da escola eram maiores a partir dos 3 anos, quando a criança já tem necessidade de desenvolver o contato social e autonomia para conviver em grupo.

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Como é a escola boa?

Até os seis anos, as crianças tem um período de atenção muito curto, por isso precisam mudar de espaço e atividade frequentemente. Poder sair da sala de artes para a de música, depois para o parquinho e de volta para a classe, por exemplo, é importante para mantê-los ocupados e felizes.

Na hora de visitar a escola, verifique se ela possui ambientes onde elas possam correr e brincar livremente, e se elas mudam constantemente de uma sala para outra para fazer atividades diferentes. Veja se isso acontece mesmo em dias de chuva, e se existe um lugar coberto para brincadeiras fora da classe.

Escola ensina, família educa, e os dois precisam andar juntos. O jeito da escola tem que combinar com a família, para evitar desentendimentos que prejudiquem a criança depois. Pergunte à orientadora da escola se existe um projeto pedagógico, com brincadeiras que tem o objetivo de desenvolver um conteúdo específico: a linguagem, a autonomia, a música, a expressão corporal…

Vale perguntar quais os conceitos que ela vai abordar com as crianças e como pretende chegar neles, para ver se você concorda com o estilo. Sinta o “clima” da escola, se as crianças estão felizes, tranquilas, se tem mais risada que choro no ar. A sua intuição de mãe também conta muito na hora da escolha. Se você ficar satisfeita com a escola, a adaptação do seu filho vai ser mais fácil também.

Foto: Shutterstock

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Para ajudar na decisão, responda a essas perguntas:

  1. Sua casa tem quintal ou espaço onde a criança possa brincar com liberdade todos os dias?
  2. Ela tem possibilidade de circular fora da própria casa: pracinha do bairro, clube?
  3. Quem fica com a criança? O que essa pessoa pode oferecer de estímulos e experiências?
  4. Pode brincar com amiguinhos, primos e pessoas fora do núcleo familiar?
  5. Existe um equilíbrio entre suas atividades? Ela tem diversidade de opções?
  6. Ela fica irritada ou entediada com frequência?                   
  7. Você está preparada para entregar seu filho a uma escolinha? (Às vezes a adaptação é da mãe!)
  8. A escola visitada consegue compensar as respostas das perguntas acima?

Tamanho da classe

Confira a proporção recomendável de crianças por sala. Verifique se a escola tem também uma auxiliar para ajudar nas trocas de fraldas ou idas ao banheiro. Além disso, algumas contam com uma auxiliar “volante”, que ajuda duas ou mais classes alternadamente.

– Até 1 ano

Uma berçarista para no máximo 3 crianças, com o apoio de um educador responsável formado em pedagogia. Se tiver um fonoaudiólogo também, melhor.

– Até 2 anos

1 professor para 6 a 8 bebês, com uma assistente.

– 3 anos

1 professor para cada 15 crianças

– De 4 a 6 anos

1 professor para cada 20 crianças

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