Criança

Em busca da escola perfeita

Veja nosso guia com questões fundamentais na escolha da nova escola do seu filho

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Um toquinho de gente ainda de fralda, poucas palavras no vocabulário, mochilinha nas costas e uniforme tamanho PPP. Seu filho que mal deu os primeiros passos já está prontinho para o primeiro dia de aula. E você com o coração na mão. Será que vão cuidar bem dele? Será que ele vai se machucar? Será que vão trocar sua fralda? Será que ele vai sentir saudades de casa? Será? Será???

Se acha que chegou a hora, vai ter de fazer uma lista das escolas que considera boas, visitá-las e, depois, se preparar para o difícil momento da separação. Mas, antes de qualquer coisa, quem tem de estar preparado é você. “É uma separação dolorida. Às vezes é a mãe que não está pronta, então é melhor esperar mais um ano”, comenta Inês Reingeheim, mãe de Vivian, Beatriz e Claudia, e diretora do O Passatempo, espaço de recreação e estudo em São Paulo. O que acontece é que, se ainda não chegou a sua hora, vai começar a achar mil defeitos nas escolas e nenhuma delas será boa o suficiente. É fundamental que você tenha plena confiança na escola, assim fica mais fácil.

A idade certa de matricular a criança vai variar conforme as necessidades da família, mas os especialistas já consideram 2 anos uma boa época para cortar o cordão umbilical. Isso porque ela precisa do convívio de pessoas – coleguinhas e adultos – para se desenvolver. “Nessa fase, a criança já vai se adaptar a horários, filas etc. Tem condições de ser mais moldada dentro de regras”, explica a psicopedagoga Maria Irene Maluf, mãe de Maria Fernanda e Maria Paula.

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FECHAR

A escola certa vai ser aquela que combina com a família e com a criança. Analise quais são suas prioridades e suas expectativas. Um exercício é fechar os olhos e pensar como você imagina a futura escola do seu filho. É grande ou pequena? É moderna ou tradicional? Rigorosa ou liberal? Feito isso, veja o que combina mais com a personalidade do seu filho. Se você tem um filho mais velho que já está na escola, tem meio caminho andado. Mas pode ser que o mais novo não se adapte ao mesmo colégio e seja necessário escolher outro. Pois é, acontece com mais frequência do que a gente imagina. E tudo bem.

Só então, com uma lista de 3 ou 4 escolas em mãos, vá visitá-las e, se possível, leve seu filho também. Algumas escolas realizam atividades com as crianças enquanto os pais conversam com os professores e conhecem as instalações. O Colégio Rio Branco, em São Paulo, por exemplo, faz um dia de vivência com os alunos antes mesmo da matrícula. Antes de sair para a rua, veja o que os especialistas dizem sobre algumas questões fundamentais.

Distância de casa

Tem muita gente que começa a filtrar a escolha pela distância entre casa e escola. Embora não deva ser o único critério, faz sentido, sim. Lembre-se de que a entrada e saída geralmente acontecem nos horários de pico do trânsito. Em cidades com grande volume de carros, as crianças podem ficar até algumas horas nesse caminho de ida e volta. Isso é exaustivo para qualquer um. E, claro, pode prejudicar o rendimento escolar.

Além disso, as crianças estão sempre vulneráveis a pequenos acidentes. E aí, quanto mais perto a mãe, o pai, a avó ou a tia estão da escola, melhor. Não é raro a gente receber ligações da professora dizendo que o pequeno está com febre ou vomitou. Então, se você escolheu uma escola fora do seu bairro, certifique-se de que fica perto do seu trabalho ou da casa de alguém que possa socorrer rapidamente.

Entre as várias vantagens de estudar perto de casa está poder ensinar ao filho que também é possível andar a pé, além do fato de que os amigos costumam morar na região e fica mais fácil combinar brincadeiras depois do horário de aula. Logo seu filho vai ser convidado para visitar os amigos. Ele está crescendo…

Linha pedagógica

Você pode não ser pedagoga ou especialista em educação, mas é fundamental conhecer a metodologia da escola. É preciso concordar com as avaliações a que seu filho será submetido, se gosta das atividades que as crianças participam e, claro, se aquele método combina com a personalidade da criança.

A educação que ela recebe em casa e na escola têm de ser complementares: uma não pode bater de frente com a outra, porque isso causaria a maior confusão na cabeça da criança. “Se a criança perceber esse confronto, começa a ter resistência em ir pra escola”, explica Maria Irene Maluf.

“Um pai que está preocupado com a faculdade que o filho fará dificilmente vai dar certo com uma escola liberal”, exemplifica Cristina Vandoros Quilici, mãe de Luiza e João Pedro e vice-presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).

Para saber como funciona cada escola, o melhor é visitar e perguntar. Converse com os professores e até com os pais dos outros alunos. “Dá pra ter uma ideia de como a escola trabalha por meio das atividades realizadas e do material didático”, complementa Cristina.

Mas também é preciso levar em consideração o que combina com a criança, e não apenas com você. Pense na personalidade dela, com suas preferências e limitações. Depois que fizer uma pré-seleção das escolas que gostou mais, ouça a opinião do seu filho.

O fato de ser religiosa também pode afetar a metodologia de ensino. O Colégio Santa Maria, em São Paulo, tem uma formação voltada para valores humanos e cristãos. “Colaboração, respeito, partilha: esses valores são trabalhados desde que as crianças entram na escola”, afirma a orientadora pedagógica Paula Bacchi, mãe de Bruno.

 

Conheça as principais linhas pedagógicas

Tradicional: O papel do aluno é assimilar o conteúdo que o professor traz pronto para a sala de aula. A criança aprende por meio de teoria e é submetida a provas.

Construtivista: O conhecimento não é passado de professor para aluno, mas é construído pela própria criança por meio da experiência e da troca. Dessa forma, o aluno adquire autonomia. Nas avaliações, vários aspectos são levados em conta, como a participação em sala de aula e os trabalhos. Trabalha o raciocínio e o pensamento.

Sócio-construtivista: Também leva o aluno a construir seu conhecimento por meio da experimentação e desenvolve alunos mais críticos. O conhecimento acontece quando a criança interage com o meio.

Montessoriana: Trabalha na base da experimentação e cada aluno pode aprender no seu ritmo, escolhendo o que quer fazer. Trabalha a independência e a autonomia.

Waldorf: A criança é respeitada no seu tempo. A escola faz acompanhamento individualizado e dá ênfase em artes e trabalhos manuais. Não há atribuição de notas da forma usual e os alunos não são reprovados.

Custo

Não tem muito jeito, se a mensalidade da escola não cabe no bolso, já pode cortar da lista. Até porque os custos de uma escola incluem o uniforme, o material didático, o transporte, a alimentação, as atividades extra-curriculares, os passeios e viagens.

Se os pais não dão conta de pagar, e começam a se queixar do preço da escola na frente das crianças, isso pode ser prejudicial para sua auto-estima e elas passam a achar que a educação é um problema.

Na hora de visitar uma escola, é bom observar o nível sócio-econômico das famílias que colocam os filhos ali. Para Maria Irene Maluf, as diferenças sociais podem provocar um sofrimento muito grande. “Vejo pais que colocam os filhos em escolas caríssimas e ficam superinfelizes no momento em que não conseguem arcar com os brinquedos que os filhos pedem ou com a mesada que os outros têm”.

O professor de finanças pessoais Jurandir Macedo, pai de Julia e Gustavo, vê a educação como prioridade no planejamento familiar. Claro que ninguém pode ficar se endividando para pagar a escola, mas uma alternativa é cortar outros gastos. “Gastar 20% do salário com a educação dos filhos é razoável”, acredita.

A família também tem de pensar se consegue manter todos os filhos em escolas particulares. A parte boa é que muitas escolas oferecem descontos para irmãos de alunos. No Colégio São Luís, em São Paulo, por exemplo, o segundo filho tem desconto de 40% na primeira parcela da matrícula.

Infraestrutura

Feita uma pré-seleção das escolas, é hora de visitá-las. Isso é importante para você observar tudo: desde a limpeza à qualidade dos professores. Veja a escola em funcionamento e preste atenção se os pequenos estão felizes. “Observe a carinha das crianças que estão lá, veja se estão bem e se há afetividade por parte daqueles que trabalham”, recomenda Cristina Quilici. E se a escola não deixar entrar na cozinha ou no banheiro, mau sinal. Escola boa é aquela em que o pai entra e sai de qualquer lugar a qualquer hora.

Não fique intimidado: pergunte mesmo, tudo. Saiba qual é a formação dos professores, veja se eles são incentivados a se especializar e informe-se até sobre quantos anos de experiência eles têm. “Quanto mais nova a criança, mais experiência o professor tem de ter”, afirma Maria Irene. No Colégio São Luís, há subsídio financeiro para a participação dos professores em mestrado e congressos.

Liamara Montagner, mãe de Nathalia e coordenadora do Colégio Santo Américo, em São Paulo, ainda ressalta a importância de ver se há um acompanhamento dentro da escola ao aluno que tem dificuldades.

Outro ponto importante é saber quantos profissionais há por aluno na sala de aula. Nessa faixa etária, entre 1 e 2 anos, as crianças precisam de uma babá para fazer as trocas, além do professor. No Santo Américo há uma “dupla pedagógica” em cada classe. São duas professoras formadas em pedagogia, além de uma atendente de higiene.

Agora é hora de olhar para o espaço físico. Observe se o ambiente é seguro. Por exemplo: a escola tem escada? Se tiver, veja se as crianças descem acompanhadas de adultos e se são alertadas sobre o perigo de descer sozinhas. Outro perigo: a piscina. Se tiver uma na escolinha, ela deve ser cercada. Alessandra Françoia, filha de Harry e Maria Luiza e coordenadora nacional da ONG Criança Segura, indica um cuidado especial com o parquinho: os brinquedos não devem passar de 1,5 m. É necessário haver um piso que absorva a queda, e é importante avaliar o bom estado dos brinquedos, assim como o material de que são feitos.

Nas salas de aula e corredores, observe se há vidros, puxadores, degraus, remédios ou produtos de limpeza expostos. Tudo isso deve ser evitado. Além disso, uma enfermaria e profissionais treinados para atender situações de primeiros-socorros são pontos positivos.

Criança tem de ter espaço para brincar. Priorize escolas com área verde, bosque, horta. No quesito segurança, veja se o espaço dos pequenos é separado do resto da escola, ou se pelo menos os intervalos acontecem em horários diferentes, porque as crianças mais velhas podem trombar nos pequenininhos e alguém pode sair machucado. O Colégio Santa Maria é grande, mas tem um espaço reservado para as crianças menores. Aos poucos, eles conhecem o restante do colégio.

Muitas escolas oferecem atividades extra-curriculares, como judô, balé ou teatro, o que facilita muito a nossa vida. No Colégio São Luís, por exemplo, tem ginástica olímpica, dança de salão, coral, tênis, xadrez e robótica, entre outros. Já no Colégio Rio Branco, cursos como o de Cultura Judaica fazem parte da grade curricular. Escolas com tantas opções valem pontinhos a mais na hora da seleção.

Infantil ou para a vida toda

Tem gente que procura o berçário do filho pensando na faculdade. Para alguns, isso pode parecer absurdo, para outros é uma escolha óbvia. A verdade é que a escola escolhida deve ser a melhor possível para aquele momento da vida da criança. Se tiver ótimos resultados no Enem mas não tiver um bom trabalho com bebês de 1 ou 2 anos, não adianta nada. Se conciliar os dois aspectos, ótimo.

As qualidades de se escolher uma escola única para a vida toda são muitas. Os amigos permanecem e não ocorre uma quebra de vínculos no meio do caminho. Além disso, a criança que frequenta a mesma escola desde pequenininha sente aquele lugar como uma extensão de casa, já que conhece cada cantinho e todos os professores e colegas.

Mas, se fizer essa opção, informe-se sobre a metodologia dessa escola em todo o período escolar. Veja como são as avaliações e se você concorda com tudo. Claro que as coisas podem mudar até seu filho chegar ao vestibular, e suas prioridades e expectativas agora podem ser diferentes no futuro. Mas saber como funciona a escola hoje já dá uma boa ideia.

Para Cristina Quilici, os pais têm de pensar no que é mais importante para a criança hoje, e o ideal é que pelo menos se complete cada um dos ciclos (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio) na mesma escola, já que a aprendizagem é um processo.
Escola bilíngue ou internacional?

A diferença entre as escolas bilíngue e internacional é que a segunda é voltada para filhos de estrangeiros que moram no Brasil. Ela segue o currículo do país de origem, assim como o seu calendário. Já a escola bilíngue segue o calendário brasileiro e o currículo do MEC.

Ana Paula Mustafá Mariutti, mãe de Thomas e Lucas, presidente da Oebi (Organização das Escolas Bilíngues de São Paulo) e diretora da escola Builders, de São Paulo, afirma que a vantagem de aprender um segundo idioma desde cedo é que essa aprendizagem acontece sem sofrimento.

“A criança fica imersa, aprende a falar a língua pelo simples fato de estar exposta, ouvindo”, conta. As crianças entram na escola com idades entre 1 e 2 anos e não precisam falar inglês. Ao poucos elas vão aprendendo as palavras. “Inicialmente a criança vai construir uma frase em português e incluir algumas palavras em inglês que fazem parte da rotina dela na escola”, explica Ana Paula.

Os alunos são alfabetizadas antes em português e, depois, em inglês, porque é mais fácil. Yara Tandel, mãe de Elias e diretora da escola Maple Bear de Niterói, explica que, com 10 anos, a criança já está pronta para aprender uma terceira língua. A escola está implementando o francês a partir do 6º ano.

Sistemas de ensino

Quando se ouve falar em método de ensino – Positivo, Objetivo, Anglo, COC e outros – logo se pensa em vestibular. Mas muitos deles também funcionam para maternal e ensino infantil.

O sistema COC está em mais de 400 escolas do Brasil. Destas, cerca de 200 utilizam o método para o Ensino Infantil. O diretor editorial do Sistema, Miguel Castro Cerezo, pai de Ana Laura e Miguel, explica que o trabalho na Educação Infantil está centrado na linguagem oral (vocabulário), corporal, plástica (desenho), matemática (lógica), musical e afetivo-social. Além do fornecimento do material para as escolas parceiras, também há o treinamento dos professores, suporte e apoio pela Internet.

Para Acedriana Sandi, mãe de Giulia e Pedro e diretora pedagógica da Editora Positivo, a maior vantagem dos sistemas de ensino é ter uma sequência de estudos onde quer que você esteja. O Positivo tem mais de 2 mil escolas pelo Brasil, o que significa que uma mudança de cidade não implica em readaptação pedagógica.

O que observar e perguntar durante a visita

    Os alunos estão felizes?
    Disciplina: exige uniforme e pontualidade? Quais são as regras?
    Professores: formação, experiência e afetividade com as crianças
    Espaço: tem área verde, parquinho, é grande?
    Lanchonete: tem opções saudáveis?
    Higiene: vale olhar os banheiros e a cozinha
    Segurança: atenção aos degraus, piscina, parquinho etc.
    Tem biblioteca?
    Tem sala de informática?
    Diálogo com a família: com que frequência acontecem as reuniões?
    Ensina um segundo idioma?
    Atividades extra-classe: esportes, música, artes, o que oferece?
    Metodologia: observar material didático e atividades realizadas
    Quantidade de professores por sala de aula
    Quantidade de alunos por sala de aula

Período integral

Para os pais que trabalham, escolas com período integral podem ser uma mão na roda. No Colégio Nossa Senhora Aparecida, o Consa, houve um aumento de 56% na procura pelo período integral nos Ensinos Infantil e Fundamental.

O bom é que lá as crianças não ficam apenas estudando o dia todo. Tem atividades artísticas, rodas de histórias, culinária, esporte e exploração da horta, por exemplo. Também tem um momento do dia para realizar as lições de casa. “Isso possibilita maior convívio com a família quando a criança chega em casa à noite”, conta Maria Santina Parente, mãe de Ângela e Coordenadora Educacional do Período Integral do Consa.

Livros

Kika Vai Para a Escola, de Cristina Roquete e Dário Gargaglioni: Trata das experiências de uma criança de 4 anos que entra na escola e passa por situações negativas na interação com outras crianças. Ed. Átomo & Alínea (www.grupoatomoealinea.com.br), R$ 22.

Rita e Treco na Escola, de Jean Philippe Arrou-Vicnod e Olivier Tallec: Rita resolve levar Treco, seu cachorro imaginário sem nome, para dentro da sala de aula. É o segundo da coleção Rita e Treco. Ed. Rocco (www.rocco.com.br), R$ 19,50.

Escola de Monstros Madame Mo, de Janaina Tokitaka: Até os monstros vão para a escola! Mostra as habilidades e dificuldades dos diferentes alunos monstrinhos. Brinque-book (www.brinquebook.com.br), R$ 28,70.

Depoimentos

“O que me chamou mais a atenção no Colégio Rio Branco é que eles têm o inglês bastante presente desde cedo. Não queria uma escola bilíngue, optei por um colégio tradicional. Além disso, eu e meu marido estudamos lá”- Alessandra Bonatto Fontes, mãe de Pedro, de 3 anos
 
“Escolhi o Colégio São Luís porque é perto de casa, tem a parte religiosa, as salas de aula são pequenas, tem uma infra-estrutura boa, tem tudo ali dentro. Além disso, ficou bem colocado no Enem”- Tais Cardoso Arnone, mãe de Clara, 4 anos, e Laura, 3 anos
 
Consultoria:

Acedriana Sandi é diretora pedagógica da Editora Positivo, www.editorapositivo.com.br; Alessandra Françoia é coordenadora nacional da ONG Criança Segura, www.criancasegura.org.br; Ana Paula Mustafá Mariutti é diretora da escola Builders e presidente da Oebi, www.oebi.com.br; Cristina Vandoros Quilici é psicopedagoga e vice-presidente da ABPp, www.abpp.com.br; Eliane Marques Costa é coordenadora do ensino infantil do Colégio São Luís, www.saoluis.org; Inês Reingeheim é diretora do O Passatempo, www.opassatempo.com.br; Jurandir Sell Macedo é professor de finanças pessoais na Universidade Federal de Santa Catarina, autor do livro “Árvore do Dinheiro” (Ed. Campos) e consultor do Instituto de Educação Financeira, www.edufinanceira.org.br; Liamara Montagner é coordenadora pedagógica do Colégio Santo Américo, www.csasp.g12.br; Maria Irene Maluf é pedagoga, Tel.: (11) 3258-5715; Maria Santina Parente é coordenadora educacional do período integral do Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida, www.consa.com.br; Miguel Castro Cerezo é diretor editorial do COC, www.coc.com.br; Paula Bacchi é orientadora pedagógica do Colégio Santa Maria, www.colsantamaria.com.br; Sonia Licurci é orientadora educacional do Colégio Rio Branco, www.crb.g12.br; Yara Tandel é diretora da escola Maple Bear, www.maplebear.com.br; Zelci Clasen de Oliveira é diretor do Núcleo de Apoio a Escola Parceira do COC

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