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O seu filho discorda de tudo que você fala? Isso tem uma explicação!

É natural, mas separamos algumas dicas para reverter a situação

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Redação Pais&Filhos

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Max Colby, de três anos de idade, não gosta de usar cueca ou camisetas regatas. Sua mãe, Andrea, amaria saber o porquê disso, mas Max não consegue explicar satisfatoriamente essas suas objeções. Ao invés disso, “tudo o que consegue fazer é arrancar suas roupas e gritar ‘não, não e não’, diz Andrea. “Não sei mais como lidar com isso.”

Se você e seu filho provocador também estão discutindo desta forma, você tem toda razão: um estudo recente publicado na revista norte-americana “Child Development” mostrou que crianças de dois a três anos discordam com seus pais de 20 a 25 vezes em uma hora! Dá para ficar exausto só de olhar esses números, mas existe um lado bom.

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“Crianças dessa idade estão em processo de afirmação e discutir com os pais faz com que ganhem confiança,” afirma o psiquiatra infantil John Sargent. Lembre-se: o mundo é um lugar gigantesco e misterioso para o seu filho, e as crianças adoram se sentir poderosas dentro dele. Dizer “não” é normal e saudável a medida que deixa o seu filho se sentir no controle.

Meu filho não para quieto

Eu não quero ir pra escola!

Apesar disso, discussões frequentes não são agradáveis e, geralmente, são complicadas de serem resolvidas por completo. Desistir de argumentar com o seu filho pode ser uma má conduta, ao passo de que ser muito autoritário ou forçando que eu o seu filho faça o que não quer, gera medo, raiva e desamparo – e ainda mais desafiador. Tente essas estratégias para fazer com que a primeira opção para o seu filho seja sempre o “sim”.

Foque no positivo

Pode ter certeza que o seu filho não gosta de ouvir “não” o tempo todo assim como todos nós, mas pense em quantas vezes você disse e diz isso para ele todos os dias (“Não puxe o rabo do cachorro!’, “Não fique em pé na cadeira!”). Isso já é suficiente para que uma onda de mau humor invada qualquer pessoa.

“Diga à criança o que você quer que ela faça, ao invés de dizê-la o que você não quer,” sugere o professor de desenvolvimento humano da Universidade da Carolina do Norte, Angie Cranor. Por exemplo: “Não se deite no chão com o seu vestido novo” seria transformado  em “por favor, sente-se no sofá com o seu vestido maravilhoso para que ele permaneça maravilhoso.” O tom de voz é também extremamente importante. É claro que você gritará com o seu filho se ele estiver prestes a atravessar a rua no meio do trânsito, mas é mais provável que o seu filho faça o que você quer quando você usa uma voz firme, mas calma.

Dê razão ao seu pedido

E podemos explicar o motivo disso. A possibilidade de ataques de fúria será bem menor em crianças se você explicar o porquê de não poderem agir daquela forma. Jordan, de três anos, filho de Vivian Malauulu, adora escalar os brinquedos do quintal da sua casa, mas geralmente escala até a metade e teima em não descer mais. E Vivian, que está grávida de sete meses, não tem escolha além de pedir que ele desça.

“Quando eu explico que não posso pegá-lo porque já estou carregando um bebê na barriga, ele para de tentar me convencer,” diz ela. A maioria das crianças pode entender explicações simples como essa, diz a professora de psicologia, Deborah Laible. Mas não é necessário entrar em detalhes. Se fizer isso, seu filho poderá acabar confuso.

Nunca tome sempre as decisões

“Dar ao seu filho escolhas ajuda a satisfazê-lo com sua necessidade de se senti no controle,” diz o professor Cranor. Se ela se nega em fazer com que seus bloquinhos de madeira venham abaixo na hora do jantar, distraia-a perguntando se ela prefere suco de maçã ou um copo de leite para acompanhar a refeição.

Se o processo de se vestir é sempre um enorme drama, deixe-a escolher a sua roupa. “Quando você permite que o seu filho faça essas pequenas decisões, ela se sentirá orgulhosa – e e tenderá para o ‘sim’ nas suas requisições futuras,” afirma Cranor.

Encoraje a imitação

Você sabe que o seu filho ama te imitar e brincar de ser adulto por alguns minutos. Então, use isso como vantagem da próxima vez que ele não cooperar. Se ele não puser as meias, por exemplo, diga, “Meus pés estão tão gelados. Vou colocar um par que aqueça mais. Seu pé deve estar muito gelado também – por que não colocamos juntos?”

Entre no modo descontraído

Existem alguns momentos que o seu filho não mudará o não. Se tentar impedir a brincadeira de boneca porque é hora do banho, as chances de ela se recusar de se aproximar da banheira são grandes. Mas se conseguir mudar o seu pedido para um jogo, será mais fácil que terminem rindo do que discutindo. Sugerir que ela conte os passos até o banheiro ou faça sua própria música no tempo do banho.

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Prepare-se para ocasiões comuns de “não”

Existem algumas ocasiões que você consegue perceber que um não está vindo. É melhor que você esteja preparado para essas situações.

Hora de dormir: é extremamente crítica porque as crianças são muito propensas a querer pegar no seu pé quando você estiver cansado;

Hora das refeições: seu filho sempre terá que fazer a transição de uma atividade muito divertida para o momento de comer;

Conhecer novos coleguinhas ou começar na creche: qualquer experiência não-familiar pode fazer as crianças enlouquecerem;

No shopping ou em um parquinho lotado: quando estão cercados de pessoas, sinais, luzes e sons, as crianças raramente concordam.

O tema “Criança Rei X Birra: qual o caminho do meio” será abordado pela Melinda Blau, escritora norte-americana, no nosso Seminário Internacional “Mãe também é gente”, que ocorrerá dia 15 de maio no WTC (World Trade Center São Paulo), na zona sul de São Paulo. Inscreva-se aqui.

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