Criança

Meu filho não para quieto

Ele devia ficar sentado durante a aula escola, nas refeições... Só que não! Crianças, algumas em especial, são mesmo elétricas. Calma: isso passa!

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Criança muito pequena tem dificuldade de se concentrar por períodos longos. Essa é uma capacidade que, normalmente, começa a se desenvolver por volta dos 3 ou 4 anos. “Permanecer sentado ainda é uma habilidade desafiadora neste período”, explica Wendy Sue Swanson, pediatra da Clínica Everett, em Washington, EUA. Mas existem algumas coisas que você pode fazer para ajudar seu filho a deixar de ser ligado na tomada 220V.

Entretenha seu filho

Se uma criança levanta o tempo todo em situações que deveria ficar sentada, pode ser sinal de que se entedia com facilidade. “Teste se ela é capaz de permanecer sentada por mais tempo se a história for do seu uinteresse”, sugere a psicoterapeuta infantil Fran Walfish, autora do livro The Self-Aware Parent (“O pai consciente”, livro sem tradução para o português). Afinal, é assim com todo mundo, né?

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FECHAR

Caso, na escola, seu filho seja mais agitado do que as outras crianças, converse com a orientadora pedagógica sobre formas de ajudálo a superar a dificuldade e, aos poucos, ter a concentração necessária para o aprendizado.  Mesmo que pareça contraditório, uma pequena quantidade de movimentos físicos ajuda a criança a focar – e é uma técnica que pode ser usada pela professora dele. A terapeuta educacional Loren Shlaes sugere que a criança tenha sempre à mão um brinquedo, como uma bola de borracha dessas gostosas de apertar, inclusive durante a aula.

Na sala de espera do consultório médico, você pode testar se ajuda colocá-lo sentado em uma cadeira que balança um poucp – ou ainda segurá-lo no colo, balançando até que ele se acalme. No almoço de domingo em um restaurante ou na casa dos tios-avôs, a solução é nunca esquecer um kit entretenimento que possa ser levado à mesa – formado de coisas como livrinhos, revistas de coloris e uma caixa de giz de cera.

A inquietação em geral pode ser atenuada com um investimento cuidadoso no trio saúde total: atividades físicas, dieta saudável e sono adequado. “Jogos ao ar livre, em particular, estimulam a produção de serotonina e dopamina – dois neurotransmissores cruciais para a atenção, foco, controle de impulsos e aprendizado”, explica Shlaes.

Esse efeito calmante é o motivo pelo qual Olivia Soares, mãe de Diego, de 3 anos, tenta levar seu filho para brincar na praça sempre que pode, mesmo quandoe stá frio. “Parece que meu filho até me escuta melhor depois de andar de bicicleta, dar uma caminhada ou jogar futebol na quadrinha do prédio”, conta.

“O ideal é que as crianças passem uma hora por dia ao ar livre”, diz a pediatra Wendy Swanson. Um estudo recente da Universidade de Auburn descobriu que 30 minutos de exercícios diários ajudam crianças em idade pré-escolas a prestar atenção na aula. Uma ideia prática, por exemplo, é levar seu filho a pé até a escola, ou fazer uma escala no plauground antes de um almoço na casa de sua sogra. Em dias de chuva, a brincadeira pode ser no salão de festas do prédio. Além disso, tente quebrar o tempo sentado com intervalos planejados, quando ele possa saltar um pouco, pular ou correr livremente.

Na dúvida, consulte o pediatra

Se seu filho não fica parado, a ponto de irritar até mesmo seus colegas da mesma idade ou de se colocar em perigo – se lançando no meio da rua, por exemplo -, é motivo de buscar a opinião do pediatra dele. “Quando a atenção não aumenta com o passar do tempo, vale a pena verificar se há razão específica para isso”, afirma a Dra. Wendy. Com base nos sintomas, o médico pode encaminhar a criança a um especialista em desenvolvimento infantil, psicólogo, neurologista ou terapeuta ocupacional para uma avaliação completa. Na maioria dos casos, porém, o tempo dá conta do excesso de energia, característico de uma infância saudável.