Criança

Saiba como identificar se seu filho é o imperador da casa

Muitas vezes nós deixamos, por culpa ou sem perceber, os nossos filhos se transformarem em crianças autoritárias

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

Foto: Shutterstock

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Em casa, existe uma hierarquia que precisa ficar clara para todo mundo: as crianças podem ser ouvidas, a partir de certa idade, mas quem toma as decisões são os adultos. Se não estiver claro para a criança que os pais são figuras de autoridade, ela corre o risco de virar o rei ou a rainha da casa.

Isso vai gerar não só problemas para os pais. Sabe aquela frase clássica “eu não sei mais o que fazer com meus filhos”? Não ter limites claros é uma forma de abrir mão da educação das crianças e traz retornos como impulsividade, falta de controle sobre a raiva, pouca tolerância, incapacidade de esperar, egocentrismo, sensação de vazio e insatisfação constante.

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Tudo aquilo que não desejamos para nossos filhos, afinal estamos criando pessoas que possam contribuir para um mundo melhor. Eles precisam saber que as decisões trazem consequências.

E eles só aprendem isso se a gente deixar que sintam o resultado das escolhas que fizerem. Se a criança não comer, não vai ver televisão. Se não fizer o dever de casa, não vai até a casa do amiguinho. Deveres e prazeres dividem as várias situações da vida.

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É bom lembrar também que nenhuma criança é um déspota mirim só porque faz manha ou birra. Ela se torna autoritária se, toda vez que faz manha ou birra, consegue o que quer.

Às vezes é mais fácil mesmo ceder e acabar com aquele momento de conflito, acontece com todo mundo. Mas vale lembrar que educar não é seguir o caminho mais fácil, é seguir o caminho certo.

Reizinho da casa

Dá uma olhada nas frases a seguir. Se você se identificar com mais de três delas, é melhor parar um pouco para refletir sobre quem realmente está mandando em quem:

  • Meu filho tem acessos de raiva e se joga no chão todas as vezes que é contrariado
  • Ele adora fazer coisas para me desafiar, como mexer em algo que eu já disse para não mexer
  • Sempre tenta negociar as minhas ordens
  • Trata mal os adultos e outras crianças
  • Ele às vezes bate em mim
  • Ele passa mais tempo com a babá ou avós do que comigo, mesmo quando estou em casa
  • A babá ou os avós sabem mais das preferências do meu filho do que eu
  • Quando a escola me procura para falar de mau comportamento, eu culpo a escola
  • Eu não estipulei uma hora certa para meu filho comer, dormir e brincar
  • Meu filho passa horas na frente da TV, do videogame ou do tablet

 

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