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Mulheres Modernas, Dilemas Modernos

O ganha-ganha é a regra do jogo, para ele, para ela e especialmente para os filhos.

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(Foto: Shutterstock)

Já há algum tempo, em um dos meus textos dessa coluna, abordei a questão de casais que optam por adotar papéis que fogem do mais usual. Na ocasião, discuti casos de famílias cujo arranjo prevê mulher trabalhando fora e marido ficando em casa com os filhos.

Sinto que desde aquele momento em que escrevi tal texto para hoje, cada vez mais esse tema tem vindo à tona, as famílias se tornam mais e mais sistemas “orgânicos”, que assumem múltiplos formatos. Metaforicamente as famílias e papeis deixam de ficar contidas num quadrado e ganham o espaço e as possibilidades de uma figura abstrata.

Pois é, toda essa discussão ganhou um espaço próprio em forma de livro. Joyce Moyses, trazendo o olhar feminino sobre o tema, e Claudio Henrique dos Santos, com a perspectiva masculina, se juntaram para narrar suas histórias, dúvidas e soluções e acabam de lançar o livro “Mulheres Modernas, Dilemas Modernos e como os homens podem participar (de verdade), pela Primavera Editorial.
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Chegou a hora de voltar ao trabalho após a licença-maternidade. E agora?

Que alegria e privilégio ser convidada para escrever o prefácio deste livro. Nada mais urgente e contemporâneo do que refletir sobre como homens e mulheres estão administrando suas vidas de equilibristas, ainda mais estimulados por dois experts no tema, a Joyce e o Claudio.

A troca de ideias entre Joyce e Claudio ganha mais sentido ainda no momento atual, em que as mulheres acumulam conquistas e têm a confiança de que podem ser bem-sucedidas na vida profissional. Entretanto, ainda sentem culpa (menos do que no passado, mas ela ainda insiste em incomodar) por acharem que não dão conta de tudo, especialmente do que diz respeito ao tradicional papel feminino.

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(Foto: Shutterstock)

Boa parte das mães equilibristas enfrenta o dilema da conciliação de papéis, mas este livro acena com experiências de vida que mostram que isso pode melhorar. Uma das mensagens principais: para essa mulher tocar a vida profissional em paz, e crescer, é fundamental o apoio de quem a rodeia. Melhor ainda se esse apoio vier de dentro de casa. O ganha-ganha é a regra do jogo, para ele, para ela e especialmente para os filhos.

Não é fácil ser mulher, concordo com o Claudio. Também não é fácil ser homem nos dias atuais. Se não está fácil para ambos os lados, imagine como isso se amplifica nos casais! Parece que há um desencontro amoroso geral e irrestrito, alimentado pela correria da vida contemporânea. Descompasso virou a marca dos relacionamentos, e o conflito tem sido inevitável em vários casos. Estamos mais batendo cabeças do que dando as mãos.

Joyce e Claudio nos proporcionam é uma viagem ao novo mundo das dinâmicas que envolvem vida pessoal e profissional. Jornada sem referências no passado, sem formatos pré-estabelecidos, e que exige de todos nós boa dose de autoconhecimento, um mix de flexibilidade com criatividade e maior tolerância ao risco. Tudo isso com um pouco mais de leveza, como é o tom deste livro, por favor!

Bom, paro essa história por aqui e deixo-os com água na boca para ler o livro. Mesmo com a correria da vida de equilibrista sugiro uma pausa para essa rica reflexão. Boa leitura!

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