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Morte de mãe gera campanha para doação de leite materno para bebê

Após história ser compartilhada, muitas mães doaram leite para Sofia

Tanara de Araújo

Tanara de Araújo

Leite materno

Doação de leite materno deve ser ação contínua, independentemente de campanhas

A história tinha todos os elementos para ser puramente um drama. Mas acabou sendo o estopim de uma ação pró-aleitamento materno que nenhuma campanha oficial poderia imaginar.

Tudo começou com o nascimento de Sofia que, com dois dias de vida, precisou ser operada de um problema no intestino. Enquanto esperava a recuperação da filha, a mãe Flávia inesperadamente sofreu um infarto e acabou morrendo no Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto, no dia 30 de maio.

Mesmo com o choque de perder a mulher, o pai, Fabrício de Freitas, logo se preocupou como seria a alimentação da filha sem o leite materno. Foi quando surgiu a ideia de uma campanha nas redes sociais para estimular a doação de leite para a bebê. Em pouco tempo, a mensagem foi compartilhada, gerando mais visitas ao Banco de Leite do hospital. Sofia então teve amamentação garantida nas semanas seguintes.

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A diretora Técnica de Saúde do Banco de Leite Humano do Hospital, Larissa Garcia Alves, explica que a campanha pela alimentação da Sofia motivou mais auxílios a outras crianças também. Embora a organização das doações sejam separadas para Sofia e para o Banco, tudo faz parte de um mesmo mutirão. O total de leite arrecadado vai sendo utilizado de acordo com as necessidades, sendo assegurado à bebê todo o crédito das contribuições feitas em seu nome.

A professora Juliana Cristina Perlotti Piunti, mãe do Manoel, de três anos, e do José Bento, de sete meses, é uma das doadoras, tanto para Sofia, quanto para o Banco. “Defendo muito a importância do aleitamento materno, então a história da Sofia foi só um empurrão para eu fazer algo que sempre tive muita vontade”, explica ela, que faz contribuições de cerca de 700ml por semana.

Juliana lembra que, muito além do episódio triste que marcou o início da campanha, é preciso conscientizar as pessoas sobre a continuidade dessas doações. O mesmo recado é reforçado pela diretora Larissa. Segundo ela, o leite recolhido para o Banco ajuda bebês prematuros que estão na UTI Neonatal, pesando cerca de 500 a 700g.

E cada 200ml – que é a quantidade mínima solicitada – pode fazer muita diferença. “Precisamos esclarecer a essas mães com amamentação mais farta que a doação pode salvar um bebê. Não é só doar leite. É doar vida”, conclui Larissa.

 

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