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Quando você realmente não pode amamentar

Imagem Quando você realmente não pode amamentar

Publicado em 04/07/2013, às 11h18 - Atualizado em 21/12/2020, às 14h46 por Redação Pais&Filhos


A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que as mães amamentem exclusivamente por 6 meses e, depois da introdução de outros alimentos, até os 2 anos ou mais, sem especificar limite. Mas algumas vezes a melhor opção pode ser não amamentar mesmo, como no caso de algumas doenças transmitidas pelo leite. Em outras situações, bem que você gostaria de dar de mamar, mas uma cirurgia plástica que rompeu os dutos frustra esse desejo. Veja as situações em que isso acontece.

HIV

Não pode

O vírus pode ser passado no leite materno para o bebê. É recomendado o uso de fórmula infantil, ou, preferencialmente, o leite humano pasteurizado, disponível em bancos de leite.

HEPATITE

Melhor não

Na dúvida, é melhor não amamentar. Muitos especialistas dizem que não há problemas se a mãe têm Hepatite B e se a criança foi vacinada. E que, na Hepatite C, o aleitamento materno pode ser feito se não houver fissuras e sangramento nos seios da mãe.

Mas, para a infectologista Ivelise Giarolla, mãe da Marina e da Lorena

Mas, a médica infectologista Ivelise Giarolla, mãe de Marina e Lorena, a Hepatite B é transmitida pelo leite e que, mesmo com a criança vacinada, considera muito arriscado. No caso do vírus C, ela afirma (ao perguntar: “Como garantir que não haverá fissura? Acontece com muitas mulheres, comigo mesmo aconteceu nas duas vezes que amamentei”.

Na dúvida, é melhor não arriscar.

MASTITE

Pode

Essa dolorosa infecção na mama é tratada com antibióticos e com amamentação frequente e/ou retirada do leite materno por meio de ordenha. Além de dar de mamar, bebe bastante líquido, descanse e, se necessário, tome a medicação para a dor recomendada pelo seu médico.

TUBERCULOSE

Depende

É possível amamentar, mas só se você estiver tomando a medicação apropriada para tratar a doença. Caso contrário, não deve nem mesmo entrar em contato direto com o recém-nascido até que comece o tratamento adequado e a fase infecciosa da doença já tenha passado.

A doença não é transmitida pelo leite materno e, sim, por gotículas de saliva contendo o agente infeccioso. As mães que ainda não estiverem em tratamento podem, portanto, começar a extrair seu leite logo após o parto e armazená-lo para oferecê-lo ao bebê até que possam amamentar diretamente.

SILICONE

Depende

Na maioria dos casos, a cirurgia plástica para aumentar os seios não interfere significativamente na capacidade de amamentar, desde que os mamilos não tenham sido removidos e que os ductos não tenham sido cortados, o que os médicos evitam em operações mais recentes.

No entanto, em alguns casos de aumento de mamas, as mulheres que precisaram recorrer a ele, podem apresentar tecido mamário subdesenvolvido. Nestes casos, a relativa falta do tecido glandular da mama pode interferir na produção adequada de leite materno.

O ideal é que, caso a mãe já tenha passado por qualquer cirurgia de mama, até mesmo uma biópsia, o bebê seja monitorado cuidadosamente para que se garanta que ele está recebendo leite suficiente.

Redução de mamas

Depende

A cirurgia para reduzir o tamanho dos seios apresenta mais chances de interferir na amamentação. Com ela, a mulher pode ter os bocais reposicionados, resultando no corte total dos canais de leite ou nervos.  Mas essa não é a regra, muitas mulheres que passaram por esse procedimento conseguem amamentar. Quanto mais tempo se passar após a cirurgia, maior a probabilidade que o aleitamento materno, ou pelo menos a amamentação parcial, seja bem sucedido.

Lembre-se

Mesmo as mulheres mais saudáveis podem ficar doentes e serem orientadas pelo médico a não amamentar. Em geral, esse impedimento é temporário, enquanto a amamentação pode continuar por meses ou até anos. Nesses casos, é muito importante que as mães continuem estimulando a produção de leite por meio da ordenha e armazenamento de leite para que, assim que se recuperar, a mãe possa amamentar seu bebê sem problema.

Consultoria:  Dr. Moises Chencinski


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