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Senado aprova licença-paternidade de 20 dias; Veja a opinião de um pai

Hoje o benefício é de cinco dias

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

Senado aprova ampliação da licença-paternidade para 20 dias (Foto: Shutterstock)

Senado aprova ampliação da licença-paternidade para 20 dias (Foto: Shutterstock)

O plenário do Senado aprovou na quarta-feira (3) a ampliação da licença-paternidade de cinco para 20 dias. As novas regras do benefício estão dentro de um marco regulatório dos direitos da primeira infância que agora segue para sanção presidencial, segundo a “Agência Brasil”.

O marco legal também prevê identificação e prevenção dos casos de violência contra gestantes ou crianças, facilita o registro de bebês e garante o acompanhamento contínuo das políticas públicas das famílias.

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Por enquanto, o aumento da licença é previsto para as empresas que aderirem ao programa Empresa Cidadã, que também possibilita o aumento da licença-maternidade para seis meses.

A ideia é ir além do que já prevê o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e não só proteger as crianças, mas promover ações que garantam o desenvolvimento integral de meninos e meninas.

Para garantir o desenvolvimento de seus filhos, o gerente de projetos Adriano Zumbano, pai de Leila e Lucas, achou que os cinco dias previstos na lei eram poucos e conseguiu tirar suas duas licenças-paternidade junto com suas férias, ficando 40 dias em casa. As duas vezes foram negociadas com a empresa, já que ele trabalha há muito tempo lá.

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Adriano contou que foi “super importante” passar o período com sua mulher, Fernanda, pois ela precisou muito de ajuda. “Não só para cuidar da criança, mas para fazer trabalhos paralelos: lavar louça, lavar roupa, fazer comida”, disse.

Adriano ajudava a olhar as crianças também. “Quando o Lucas nasceu, a Leila tinha 3 anos. Ela já era mais independente, mas, mesmo assim, era complicado. Eu a olhava, explicava o que estava acontecendo”, contou.

O pai afirmou que concorda com a aprovação do Senado da ampliação da licença-paternidade, mas acredita que o benefício deveria ser de um mês.

“Não existe isso de ‘tarefa de homem’ ou ‘tarefa de mulher’”, afirmou Adriano. Ele acrescentou que a mãe pode ficar fragilizada no período pós-parto, por isso, ele esteve presente o maior tempo possível com sua mulher.