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Desvendamos 9 mitos sobre amamentação

O tamanho dos seios, a volta ao trabalho e remédios são alguns dos assuntos que causam incerteza

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

mitos sobre amamentação

 

Quando o assunto é amamentação, nem tudo que se ouve é verdade. A questão é que a falta de informação, muitas vezes, causa receio e insegurança nas mães. Para tirar sua dúvidas sobre este assunto, listamos 9 mitos com a ajuda de Cinthia Calsinski, mãe de Matheus e Bianca, especialista em obstetrícia, mestre e doutora em enfermagem. Veja a seguir no que você não deve acreditar:

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Mito 1: Se o seio não fica cheio e duro, não está produzindo leite suficiente

Nos primeiros dias, é comum que a produção de leite não esteja ajustada à demanda do bebê. Por isso, muitas mães sentem o seio mais cheio e duro. Logo o leite é produzido no momento da amamentação, não havendo produção em excesso.

Mito 2: Quem tem seios grandes produz muito leite e quem tem seios pequenos, pouco leite

A produção de leite não está relacionada ao tamanho dos seios, que é definido por fatores como genética, por músculos e gordura.

Mito 3: Quem tem mamilos planos ou invertidos não consegue amamentar

Segundo a especialista, estes tipos de mamilos podem dificultar a amamentação no começo, mas só até que o bebê se acostume. Então, a amamentação é feita normalmente, pois para conseguir mamar, o bebê deve realizar a “pega correta”, abocanhando a maior parte possível da aréola.

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Mito 4: Beber muita água aumenta o volume de leite produzido

Uma coisa não tem necessariamente a ver com a outra. É claro que ingerir uma boa quantidade de líquidos no período da amamentação é importante para o funcionamento do organismo e, inclusive, a produção de leite. Mas isso não significa que quanto mais água você beber mais leite irá produzir.

Mito 5: Deve-se alimentar o bebê com leite artificial até a “descida” do leite

A produção de leite aumenta depois que o bebê nasce, mas logo após o parto já existe a produção de colostro, forma de leite com características especiais para os primeiros dias de vida. É por volta de 72 horas após o parto que ocorre a descida do leite.

mitos sobre amamentação 2

Mito 6: Você deve amamentar a cada 3 horas

O bebê deve ser amamentado em livre demanda, sempre que estiver com fome. Da mesma forma que podemos antecipar ou adiar uma refeição, seu filho também pode sentir fome antes ou depois deste intervalo regular. Além disso, no verão é mais comum o bebê mamar mais vezes, pois é uma forma de se refrescar e matar a sede.

Mito 7: O leite materno é fraco

Não existe leite fraco. A composição do leite é muito parecida quando se compara mulheres que vivem em condições extremamente diferentes (alimentação, estilo de vida, clima, etnia e  etc). “Na prática, alguns bebês ganham mais peso do que outros, mas não se pode atribuir o fato ao leite fraco”, conta Cinthia. O baixo ganho de peso pode ser multifatorial: pega incorreta, amamentação em horários pré-determinados, entre outras questões.

Quando você realmente não pode amamentar

Mito 8: A mulher não pode tomar nenhum remédio durante a amamentação

Assim como a gestante, a mulher precisa avaliar os riscos e benefícios antes de ingerir algum remédio. Existem medicamentos permitidos e seguros, mas também alguns não indicados.

O Manual Técnico do Ministério da Saúde lista as drogas segundo a categoria de risco, onde medicações classificadas como verde são de uso compatível com amamentação, as amarelas são de uso criterioso e as vermelhas de uso contraindicado. Saiba mais em :  http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/amamentacao_uso_medicamentos_2ed.pdf

Mito 9: Na volta ao trabalho é necessário desmamar o bebê

A maioria das mães volta a trabalhar antes que o filho complete seis meses, mas pode ordenhar seu leite para que outra pessoa ofereça e a amamentação exclusiva continue. A recomendação é amamentar diretamente no seio quando mãe e bebê estão juntos e fazer a administração através do copinho nos outros momentos.

Seu gostinho no copinho

Posições para amamentação