Gravidez

5 preocupações que surgem nos momentos finais da gravidez

É comum as gestantes ficarem preocupadas com os cuidados do bebê

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Redação Pais&Filhos

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É comum as gestantes ficarem preocupadas se darão conta de um recèm-nascido (Foto: Shutterstock)

Existe um momento, durante a gravidez, em que ser mãe passa de uma ideia abstrata a um fato concreto e imediato. E podemos admitir que esse baque é um pouco assustador. Por tudo acontecer de forma muito rápida, é natural que, instantaneamente, você tome consciência de que o ser humano na sua barriga está vivo e respirando e, por isso, precisará de você. Mas eles não vem com manuais de instrução. E agora?

Boas notícias: você não é a única mãe rodeada por medos e ansiedades. De pensamentos estranhos a preocupações legítimas, algumas mães compartilharam com a revista norte-americana “Parents” os seus maiores medos nesse momento. 

1. Um filho arruinará o meu casamento

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Um bebê pode parecer um novo ponto permanente do relacionamento e, por diversos ângulos, é a mais pura verdade. Isso explica o porquê das novas mães temerem possíveis influências negativas dos filhos no casamento, por mais que ele seja, aparentemente, inabalável.

“Tente ter um encontro por semana com o seu parceiro e também que cada um de vocês tenha um tempo para si,” sugere Preeti Parikh, assistente clínica e professora no Departamento de Pediatria da Escola de Medicina Monte Sinai. “Vale elogiar o outro e perceber os esforços que cada um está fazendo pelo bebê.”

2. Como farei para construir um vínculo com o meu filho?

Para alguns pais, o amor se inicia na primeira troca de olhares ou então depois de algumas sessões práticas de convivência. Mas, para outros, a conexão não é imediata. Depois de uma gravidez difícil – incluindo descolamento prematuro da placenta, pré-eclâmpsia e cesariana – Melissa Gandini, de Hudson, Massachusetts, pensou que as primeiras semanas como mãe seriam, finalmente, tranquilas. Mas, já no primeiro mês, ela lutou contra a depressão pós-parto. Sem um vínculo afetivo com o seu bebê, ficou imaginando que poderia ser considerada a pior mãe do mundo.

“Eu pensava: ‘Não deveria estar sentindo isso’,” ela diz. “Depois, fiquei preocupada com o fato disso não passar e que para sempre eu me sentiria daquela maneira.” Felizmente, a depressão passou e Gandini estava pronta para entrar de cabeça no mundo das mães.

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Mesmo com a depressão pós-parto ou o baby blues, é importante saber que você não está sozinha. Cerca de 70% a 80% das mães tiveram algum tipo de tristeza, afirma a assistente clínica Parikh, visto que a combinação da mudança dos níveis hormonais, poucas horas de sono, novas responsabilidades e, basicamente, o fato de toda a sua vida estar mudando é extremamente significativa.

Ela recomenda o alongamento das sonecas sempre que conseguir, o apoio e suporte da família e sair de casa para uma breve escapada quando for possível. Manter o contato com o seu médico pode ser muito bom. “É possível que seja somente uma tristeza, mas não descarte a possibilidade de uma depressão quando isso estiver durando mais do que uma semana e realmente afetando a sua vida, ” diz Parikh. “Existem tratamentos e, mesmo que seja uma tristeza, você deve comunicar ao seu médico.”

3. Não vou ser capaz de amamentar

“Não posso acreditar que ter um bebê não inclui instruções prévias!” diz Paula Ingram, de Nova Iorque, cujas preocupações acerca da condição de mãe começaram com a amamentação. “Ficava me perguntando se teria leite o suficiente para amamentar o bebê e, quando ela parava de mamar, ficava me culpando, imaginando que estivesse fazendo algo de errado, que aquilo faria mal para ela. Até hoje em dia, pego-me pensando que ela não se alimenta direito.”

Soa familiar? Respire fundo – amamentar é difícil. Mesmo que você se acostume rapidamente à situação, às vezes leva uma semana para o leite ser gerado. E uma alimentação estável pode levar um mês. Em outras palavras, dê um tempo e não fique com vergonha de pedir ajuda. “É muito importante acumular dicas e ter ajuda de consultores de lactação, pediatras, família, amigos e grupos de suporte para amamentação na sua vizinhança,” afirma Parikh.

4. Vou segurar o meu bebê errado 

Antes de ficar grávida, Ande Campbell, do Brooklyn, Nova Iorque, foi censurada ao segurar o filho da vizinha de forma supostamente errada. Então, quando seu filho chegou, ela estava muito preocupada em segurá-lo de modo correto e seguro. “Eu estava preocupada em segurá-lo de forma com que o seu pescoço ficasse bem,” ela compartilha.

Considerando que a maioria das crianças não tem controle da cabeça até os quatro meses de idade, não é de se estranhar que as novas mães estejam compreensivas sobre carregar seus frágeis bebês. Normalmente, leva algumas várias sessões práticas segurando a criança até que tudo isso pareça normal. Apenas se certifique de apoiar a cabeça e o pescoço do bebê mesmo quando estiver segurando ele em posição vertical. Se estiver na dúvida de como fazer isso, peça um pequeno tutorial a uma enfermeira antes de deixar o hospital.

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5. Eu, acidentalmente, vou machucar o meu bebê

As possibilidades de erros graves – errar na quantidade de remédio, derrubar o recém-nascido – parecem infinitas quando você é uma nova mãe. Apenas lembre-se de que você deve sempre ligar para o seu pediatra se estiver incerta ou preocupada com alguma coisa.

“Eu me preocupava com pedaços de comida que poderiam ficar presos na garganta ou com um vírus que, silenciosamente, poderia se aproximar dos meus filhos,” comenta Dana McCranie, de Huntsville, Alabama. “Agora que meus filhos cresceram, essas coisas ainda me deixam acordada à noite. Meus medos se resumem sempre no desconhecido, mas eu acredito que seja um caminho obrigatório pelo qual todos os pais devem atravessar.” completa ela.

Calma! Parece difícil, porque é tudo novo, mas você vai dar conta sim!