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Vacinação infantil: importância do empoderamento materno para aumento da cobertura

Vacinação infantil é fundamental para prevenir doenças - Reprodução/ Shutterstock
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Publicado em 30/05/2023, às 12h22 por Yulia Serra, Editora | Filha de Suzimar e Leopoldo


Vacinas salvam vidas e são fundamentais. Eu diria que não é nenhuma questão de escolha, vacinar ou não vacinar, porque não é uma opinião individual. É uma decisão para a sociedade. O ato de não vacinar tem um impacto que não fica só na minha família. É uma coisa que a gente tem que pensar. Tem muitas doenças que foram erradicadas pela vacina. A gente não pode se abrir para ter o risco de retorno dessas doenças, porque a gente tomou uma decisão aqui individual, sem pensar no coletivo”, é dessa forma que Joana Adissi, que está à frente da unidade de vacinas da Sanofi desde janeiro de 2022, mãe de Victor e Tom, ressalta a importância da vacinação infantil para as famílias hoje.

Médico aplicando vacina na criança
Vacinação infantil é fundamental para prevenir doenças (Foto: Reprodução/ Shutterstock)

As pesquisas mostram que a vacinação foi a responsável pela erradicação de diversas doenças ao redor do mundo. No Brasil, por exemplo, a imunização deu fim a varíola e poliomielite. Não por acaso, o nosso país foi visto como modelo por muitos anos quando o assunto era cobertura vacinal, mas, infelizmente, essa taxa de aceitação vem caindo desde 2016, conforme aponta Joana: “Esse é um dado do Ministério da Saúde sobre a vacinação total, não apenas pediátrica. Ela sai de 95% de cobertura vacinal em 2016 para 43% em 2022. Então coloca o Brasil numa das situações mais críticas de taxa de cobertura vacinal”.

Queda na cobertura vacinal brasileira

Mas se o calendário vacinal brasileiro oferecido atualmente no Sistema Público é um dos mais completos do mundo e o povo brasileiros sempre foi muito aberto à vacinação, o que justifica essa queda? A especialista enfatiza três pontos principais: praticidade, desconhecimento e fake news. Saiba um pouco mais sobre cada um desses tópicos:

  • Praticidade: vivemos constantemente correndo, sempre com pressa e sem tempo para nada. Juntando isso aos horários de funcionamento da vacinação e o tempo que você perde indo e voltando, muitas vezes os pais (e principalmente as mães – que ainda são colocadas como principais responsáveis pelo cuidado familiar) não têm flexibilidade na rotina para procurar os postos.
  • Desconhecimento: justamente por conta da vacinação, várias doenças foram erradicadas e, portanto, pais e mães de hoje em dia não tiveram contato e, assim, podem não considerar um problema. “Se você não convive com o problema, você acha que ele não existe e vai perdendo a relevância”, alerta Joana.
  • Fake news: principalmente a partir da pandemia, começou a circular um monte de desinformação sobre as vacinas, que servem para assustar principalmente as mulheres/mães, que podem tomar uma decisão tão importante quanto vacinar baseadas em mentiras sobre riscos potenciais desta imunização, especialmente quando o assunto são os filhos.

Nesse contexto, a executiva entende como ponto fundamental a ser discutido “como a gente traz essa informação robusta de segurança”, uma vez que as vacinas são criadas a partir de estudos que demoram de 15 a 20 anos, passam por vários testes. Como primeiro passo para não cair em fake news, ela destaca a necessidade de checar a fonte daquela informação. Opte por ir no Ministério da Saúde, órgãos e Sociedades que olham e estudam sobre isso. E para você não repassar fake news, vai mais uma dica: “Não receba sem questionar, se aprofunde antes de tomar qualquer decisão e pergunta para quem entende, para os profissionais de saúde”.

Mães e vacinação infantil

Embora a Sanofi e a Pais&Filhos sempre reforçam a importância de dividir tarefas entre o casal, os números provam que a responsabilidade pelo cuidado com os filhos ainda fica principalmente nos ombros das mães. “As pesquisas mostram que 50% dos lares hoje são comandados por mulheres. Mas fora isso, tem alguns estudos aí dos Estados Unidos que mostram que 80% das decisões de saúde da família são as mulheres que tomam”, explica Joana. Portanto, é fundamental empoderar essas mulheres com informações verdadeiras, eficientes e de qualidade sobre vacinação como ferramenta para aumentar a cobertura vacinal infantil.

criança tomando vacina no braço
As taxas de cobertura vacinal estão em queda no Brasil (Foto: IStock)

A especialista entende que como essa mulher, provavelmente, vai ser a pessoa que precisará deixar de trabalhar ou vai perder algum tempo do trabalho para vacinar o filho, é crucial que ela entenda o peso da vacinação para ele. E para isso, as campanhas são essenciais, como a que está acontecendo agora contra a Gripe. Responder perguntas-chave, como por exemplo qual a importância da vacinação, o que acontece quando a criança toma a vacina, quais são os riscos, quais são os benefícios, é muito importante para convencer essa mãe a vacinar o filho. “É via informação, é campanha, é dado, é estudo baseado em evidência”, complementa Joana.

Ela mesma compartilhou a experiência para exemplificar o que estava falando. Atuando na área de saúde há anos, ela garante que vacinar ou não vacinar os filhos nunca foi um ponto de questionamento dentro de casa, justamente por possuir essa base de informações verdadeiras: “Nesse ponto de vacinação eu sempre fui obediente mesmo, porque eu acredito na eficiência, na eficácia e na importância. Acho que é uma responsabilidade mesmo”.

Joana, que fez faculdade de Administração de Empresas e está na Sanofi há 9 anos, faz questão de enfatizar a importância de não apenas debater sobre tratamentos para as doenças, mas focar na prevenção – onde as vacinas têm papel fundamental. Para ela entender como é possível olhar para a saúde antes de ficarmos doentes, ou seja, promover uma abordagem mais holística, é um propósito pessoal de vida, que hoje, consegue realizar diariamente.

Vacina hoje e sempre

A fragilidade da vacinação acontece justamente na falta de informação, quando esse assunto passa batido, por isso a especialista volta a pontuar a necessidade das campanhas de vacinação. Porém, para ela ter a efetividade desejada, é também fundamental a parceria do público, privado e profissionais de saúde: “Não é só o governo que tem uma responsabilidade aqui, somos todos nós. Todo mundo que consegue de alguma maneira prover acesso à informação”.

Joana Adissi
Joana Adissi tem como propósito de vida atuar na prevenção das doenças (Foto: Divulgação)

Joana finaliza: “O último ponto aqui que acho muito importante pontuar sobre o tema é: quando a gente olha para a manutenção da saúde pública, a água é o primeiro que a gente tem que olhar com cuidado. O segundo é a vacina. É muito importante o impacto que traz quando você não vacina. A mesma coisa quando você não tem água potável… É muito relevante para a gente não considerar”.

Veja também: Vacinas salvam vidas: tudo sobre a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe

Vacina é um tema tão essencial que, pela primeira vez, a Pais&Filhos se uniu ao Ministério da Saúde e Crescer nessa causa. Estamos juntos para conscientizar a população sobre a importância da imunização contra a gripe e estimular a vacinação, com foco nos grupos prioritários.


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