Criança

Seu filho tem refluxo? Nosso pediatra tira as suas dúvidas

O Dr Cláudio Len te ensina a como lidar com isso

Redação Pais&Filhos

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(Foto: Shutterstock)

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Você não está sozinha. O refluxo é mais normal do que você imagina. O Dr Claudio, pediatra e colunista da Pais&Filhos, pai de Fernando, Beatriz e Silvia, te explica como reagir caso isso esteja acontecendo com o seu filho.

O que causa o refluxo? Logo depois das mamadas, o leite e os outros alimentos podem voltar do estômago para o esôfago e então para a boca (ou até mesmo para o nariz) do bebê. E na verdade isso é normal, acontece em cerca de 50% dos casos. “O refluxo, popularmente chamado de regurgito, é causado pela imaturidade fisiológica de uma “válvula” chamada cárdia, que fica no final do esôfago, logo antes do estômago”, explica o doutor.

Normalmente ele ocorre logo após a amamentação, mas também pode acontecer duas ou três horas depois. “Uma vez que o volume ingerido de leite aumenta a cada mês, o refluxo tende a piorar até o 4o mês, quando começa a diminuir”, afirma o especialista.

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O que você precisa saber é a diferença entre refluxo “fisiológico” e “patológico”. “O fisiológico não deve ser tratado, porque não traz riscos para as crianças, já quando é patológico requer cuidados médicos”, adverte o pediatra.

Os principais sintomas são os engasgos fortes e frequentes e a dor por esofagite, que é muito forte e faz com que os bebês chorem o dia inteiro. Segundo o especialista, outra coisa importante de saber é que a dor do refluxo é diferente da cólica – que ocorre uma ou duas vezes ao dia e começa a melhorar depois dos 2 meses de idade – a dor do refluxo “patológico” começa a piorar a partir dos 2 meses.

“Os pais devem ficar atentos, o refluxo pode estar presente e não ser notado, pois os alimentos voltam pelo esôfago, mas não chegam até a boca”, diz o doutor.

De acordo com o pediatra no caso de refluxo “patológico”, os pais devem utilizar colchão antirrefluxo para a criança e aguardar por 20 a 30 minutos antes de colocar o bebê deitado depois de mamar, além do uso de medicações para o alívio dos sintomas. Mas tudo isso sempre com orientação médica.

“A boa notícia é que praticamente todos os bebês melhoram do refluxo gastroesofágico ao longo do tempo e ficam livres dos sintomas até o 6º mês de vida. E por mais forte que seja o refluxo, os bebês têm mecanismos fisiológicos muito eficientes para evitar aspiração de leite para as vias respiratórias”, completa Claudio.

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