Criança

Meu filho não consegue se decidir!

Baunilha ou chocolate? Amarelo ou verde? Ensine seu filho a se sentir confortável em relação às escolhas dele

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

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É comum que as crianças entre os cinco e os seis anos de idade não consigam escolher bem entre duas opções claras. Isso porque, até pouco tempo atrás, eram os pais que tomavam todas as decisões por elas, o que era muito mais seguro e certeiro. A partir dessa idade, as escolhas começam a aparecer com mais frequência, afinal as crianças já criam certa independência, a maioria delas já frequenta a escola e o mundo se expande conforme elas vão crescendo.

 

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Aprender a escolher também faz parte desse processo de crescimento: ajuda a crianças a serem mais independentes, responsáveis e confiantes. Claro, seu filho não vai passar a fazer as melhores escolhas do dia para a noite, mas você pode ajudá-lo a se habituar a prática que vai se tornar tão comum na vida dele.

Exponha todas as possibilidades

Seja para levar o cachorro para passear, decidir o que você vão preparar para o jantar ou o que vocês vão dar de presente para o avô na festa de aniversário, uma boa maneira de mostrar ao seu filho a importância de tomar decisões é apresentar a ele todas as possibilidades que envolvem aquela escolha.

Por exemplo, se você levar o cachorro para passear durante o dia, vocês podem aproveitar o sol e até tomar um sorvete. Se você deixar para passear a noite, o passeio vai ser mais rápido porque você precisam chegar em casa cedo. Deixar seu filho chegar às próprias conclusões vai ajudá-lo a entender o esforço necessário para tomar decisões e todo o cenário em volta disso.

Limite as opções

Para começar, não adianta dar ao seu filho dez opções diferentes de brinquedos que voam, falam, correm e brilham no escuro ao mesmo tempo. Ele provavelmente vai se perder e vai acabar devolvendo a escolha para você. Apresente duas ou três possibilidades para que ele tenha menos opções e com isso, passe a tomar decisões mais seguras.

Até para nós, adultos, é difícil escolher entre muitas opções. Mas a criança vai se sentir mais a vontade também se souber que, em outra ocasião, poderá optar por aquilo que deixou de fora dessa vez. Por exemplo, se seu filho tem uma boneca e um carrinho para levar ao parque e não sabe o que levar, peça para ele escolher e diga: “Dá próxima vez você pode levar o outro”.

Minimize o problema

As crianças às vezes têm dificuldade de fazer escolhas porque imaginam que cada uma delas é uma grande decisão. Tente mostrar ao seu filho que existem diferentes níveis de escolhas, como por exemplo, a escola onde ele vai estudar e qual sobremesa ele quer comer. São duas coisas diferentes, que exigem reflexões diferentes e que vão ter consequências diferentes.

Explique para seu filho que as escolhas menores podem ser feitas de forma rápida, já as escolhas maiores precisam de mais tempo para ser pensadas. Assim, da próxima vez que ele não souber o que pedir no restaurante, ele vai se lembrar de que essa é uma decisão rápida e que ele não precisa se preocupar tanto com isso.

Deixe seu filho errar

Claro, no meio de tantas decisões para tomar, algum erro vai ser cometido no meio do caminho. E tudo bem. É normal cometer erros e é obrigação dos pais apontar os erros dos filhos e corrigi-los. Se seu filho insistir em alguma coisa errada, converse com ele, explique as consequências e cumpra-as. Cometer erros, enfrentar as consequências de escolhas erradas e aprender com elas faz parte do crescimento.