Bebês

Verdade ou mito? 10 coisas que você precisa saber sobre a transição para os alimentos sólidos

Muitos mitos envolvem a transição dos bebês para os alimentos sólidos

Logo-Parents (1)
Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

papinha-solido

É uma transição importante tanto na vida do bebê quanto na sua (Foto: Shutterstock)

A revista norte-americana “Parents” desvendou os mitos e as verdades que envolvem a transição do leite materno para a comida de gente grande. Saiba no que acreditar neste momento de transição.

1. Alimentos sólidos podem ser introduzidos a partir dos 4 aos 6 meses de idade

Verdade! A maioria dos pediatras, incluindo os do Comitê de Nutrição da Academia Americana de Pediatria  e a Academia Americana de Alergia, Asma e Imunologia, recomendam o começo da alimentação com sólidos entre quatro e seis meses de idade. Entretanto, a Organização Mundial da Saúde recomenda exclusivamente a amamentação até os seis meses e a introdução dos sólidos nessa mesma época.

Anúncio

FECHAR

Independentemente da idade , é importante que o seu filho esteja preparado para essa transformação. Ele deve ter um bom controle da cabeça e do pescoço, saber se sentar usando um apoio, ter intervalos curtos entre suas refeições e ele sempre dará pistas quando estiver satisfeito. Você vai saber o momento certo de parar assim que ele começar a virar a cabeça. Quando o seu filho fizer tentativas de alcançar a comida do seu prato, também é hora de começar com os alimentos sólidos.

2. Comida antes de 1 ano é só por diversão.

Mito! Começar aos seis meses ajuda no desenvolvimento oral e motor e é também importante para fornecer ao bebê todos os nutrientes que ele precisa para crescer, incluindo ferro e zinco.

3. A primeira comida do bebê deve ser cereal. 

Mito! Não existe uma ordem para seguir. O melhor a ser feito ao começar é se divertir com isso. É importante haver uma variedade grande de frutas, vegetais e carne para que ele se acostume aos mais diferentes sabores. Enquanto alguns alimentos prendem o intestino, outros funcionam como laxantes (como as peras e as ameixas). Uma ótima ideia é haver um equilíbrio entre esses alimentos e ajustá-los de acordo com os hábitos intestinais do bebê.

Leia também

10 passos para uma alimentação saudável na gravidez

Como alimentar seu filho em cada fase da infância

Alimentação saudável na infância: saiba como criar regras simples

4. Comida não pasteurizada são ótimas para o bebê.

Mito! Isso não é recomendável. Consumir leite não pasteurizado e derivados dele leva riscos às mulheres grávidas e às crianças. A pasteurização elimina bactérias como a Listeria, Campylobacter, Salmonella, Brucella, e E-coli, que podem gerar ameaças sérias à saúde, como meningite e diarreias.

5. Bebês devem ter o consumo de arroz limitado.

Verdade! Em 2013, a FDA, uma organização americana sobre alimentação, descobriu que os produtos de arroz têm muito arsênico. Recentemente, a FDA aconselhou uma variedade de cereais enriquecidos com ferro para crianças, incluindo aveia, cevada e multi-grãos, que ajudam a limitar a exposição ao arsênio.

6. Carne é uma ótima escolha para começar. 

Verdade! Ferro e zinco são nutrientes essenciais para a saúde dos bebês. A maioria deles nasce com uma quantidade adequada de ferro, que acaba próximo aos quatro a seis meses. Os bebês que têm amamentação exclusiva precisam de outras fontes de ferro a partir dos seis meses de idade, já que o leite materno tem pouquíssimo desse mineral. Sendo assim, cereais ou carnes em purê são especialmente importantes. Da mesma forma, o zinco, que está envolvido na formação do sangue e proteínas. Após 6 meses, o leite materno não fornece todo o zinco que um bebê precisa, por isso a inclusão de fontes adicionais do mineral através de sólidos, tais como carne e cereal infantil fortificada.

7. Meu filho deve evitar o glúten para prevenir a doença celíaca.

Mito! Estudos recentes mostram que prorrogar a ingestão de glúten não previne a doença celíaca. O trigo pode ser incluído sem riscos como um dos primeiros alimentos, ou ser introduzido aos seis meses de idade. É importante não limitar alimentos sem necessidade, visto que os grãos que contêm glúten fornecem, além de vitamina B, outros nutrientes que são parte essencial da dieta das crianças.

Alimentação infantil em diferentes escolas do mundo

A transição do leite materno para as papinhas

8. Devo evitar alimentos alergênicos até o primeiro ano de idade.

Mito! A “regras” para isso estão sempre mudando. Por anos, os pais eram orientados a evitar alimentos alergênicos, como leite, ovo, soja, carne, peixe, amendoim, marisco, nozes e gergelim até que a criança fizesse um ano (algumas crianças tinham que esperar até os três anos!). A Academia Americana de Pediatria, entretanto, acredita, agora, que não há evidências que provem que não ingerir comida alergênica reduz o risco de desenvolvimento de alergias a alimentos. Para uma criança que não tem alto risco de desenvolver alergias alimentícias, comece a introduzir alimentos mais propensos a causar alergias entre os quatro aos 12 meses de idade. Se o seu filho está no grupo de risco, entretanto, ao ter um irmão ou parente com essa intolerância, o melhor a ser feito é agendar uma conversa com o pediatra e descobrir com ele qual é o momento mais adequado para introduzir essas comidas.

9. Dar comida ao bebê próximo a hora de dormir fará com que ele descanse melhor.

Mito! Não existe comprovação científica que afirme isso. Na verdade, acredita-se que o melhor caminho é dar novos alimentos na parte da manhã, seja antes ou uma hora depois de amamentar, exatamente no momento em que os bebês estão mais agitados e ansiosos. A observação de qualquer alergia ficará mais fácil durante o dia.

10. Não devo dar iogurte até que o meu filho complete um ano de idade. 

Mito! Isso pode ser um pouco confuso. O leite não é recomendável para crianças abaixo de um ano, já que ele não contém a mesma quantidade de nutrientes que o leite materno, além de ser mais difícil para o bebê digerir. O iogurte tem fácil digestão devido ao processo de fermentação e não será consumido em quantidade tão grande a ponto de interferir na ingestão de outras comidas nutritivas. Se o bebê não tiver alergia à proteína do leite de vaca e se ele aceitar bem as outras comidas, você pode perguntar ao pediatra sobre a tentativa de acrescentar o iogurte na dieta do seu filho. Mas prefira sempre os integrais, fugindo dos alimentos mais doces.