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Da papinha para a comida de gente grande

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

por Luciana Alvarez, mãe de Marcelo

Chega uma hora em que a criança precisa aprender a mastigar e comer “igual a adulto”. Afinal, as diferentes consistências e texturas também fazem parte do prazer das refeições. Mas vá com calma! Nem sempre o bebê aceita prontamente trocar a facilidade de uma comidinha pastosa pelos pedaços de um prato de gente grande.

Antes de entrar na nova fase, a rotina alimentar deve estar bem organizada, contando com fruta ao menos uma vez por dia e papas salgadas no almoço e na janta. Por volta dos 10 meses, os pratos que o bebê antes recebia com alimentos bem amassados devem começar a conter uns pedacinhos. Gradualmente, esses pedaços devem ficar maiores, até que ele consiga comer os mesmos alimentos do restante da família – desde que seja uma alimentação saudável, claro.

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Se as primeiras papinhas do seu filho eram muito líquidas, batidas no liquidificador, talvez o melhor seja começar a transição oferecendo uma papa mais consistente, para só depois entrar com os pedacinhos. Quando os alimentos são amassados no garfo, os músculos faciais e da mastigação do bebê começam a ser treinados. E mesmo que seu filho ainda não tenha ganhado dentes, a gengiva já está endurecida e consegue, sim, mastigar.

Quanto mais colorido for o prato, melhor, pois significa que tem mais diversidade de sabores e nutrientes. Uma cenoura e uma abóbora, por exemplo, têm a mesma tonalidade e fornecem bastante betacaroteno. O brócolis e o espinafre, ambos verdes, são ricos em magnésio. Isso sem contar que um prato bem colorido, com formatos e texturas diferentes, desperta o interesse das crianças.

Ainda que a aceitação da comida mais sólida esteja difícil, nunca ofereça leite ou guloseimas em substituição a uma refeição salgada. Recomenda-se introduzir alimentos novos gradualmente, um de cada vez – um alimento novo a cada três ou sete dias, respeitando o interesse do seu filho.

Lembre-se de que nessa fase o bebê também está desenvolvendo a coordenação motora. Portanto, permita que ela pegue pedaços com mão e esqueça a sujeira! De acordo com a idade, vá oferecendo também utensílios (colheres, pratos) e tente dar líquidos num copinho. Outra dica para a transição ser tranquila é tornar a rotina das refeições uma hora prazeirosa de aprendizado, para pais e filhos.

Consultoria: Ana Teresa Londres, pediatra e nutróloga, mãe de Eduardo e Mariana, avó de Felipe e Maristela Bassi Strufaldi, nutricionista da Associação Diabetes Juvenil, filha de José Luiz e Neusa Maria.  

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