Recém-Nascido

Não precisa se preocupar: a moleira não é tão frágil assim

O tecido é resistente e protege os ossos da cabeça da criança

Isabela Kalil de Lima

Isabela Kalil de Lima ,Filha de Kátia e Fabio

As áreas mais molinha da cabeça dos bebês é chamada de moleira (Foto: Shutterstock)

As áreas mais molinhas da cabeça dos bebês é chamada de moleira (Foto: Shutterstock)

Todos os bebês nascem com uma área da cabeça mais mole. Chamados de moleira ou de fontanela, esses espaços ficam na frente e atrás da cabeça e facilitam a passagem da cabeça do bebê pelo canal vaginal da mãe na hora do nascimento. ”Eles também permitem o perfeito crescimento do cérebro até que os ossos cranianos fiquem soldados uns nos outros”, explica Elisabeth Fernandes, pediatra geral com mestrado e doutorado pela USP (Universidade de São Paulo).

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Apesar de parecer, essa parte não é tão frágil assim.  “O cérebro da criança fica muito bem protegido, porque o tecido que compõe a moleira é muito resistente”, assegura a pediatra. Mesmo não sendo tão frágil quanto parece, é preciso ficar atenta às mudanças na moleira do bebê até que elas se fechem. A posterior se fecha no segundo mês de vida e a anterior, se fecha entre os 10 e os 15 meses.

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De acordo com a pediatra, quando a moleira está um pouco levantada pode ser sinal de meningite (inflamação das membranas que revestem o encéfalo e a medula espinhal). “Se a alteração for acompanhada de febre, a criança deve ser levada ao pediatra”, alerta. Além disso, quando o bebê está com diarreia e com a moleira afundada pode estar desidratado.

Até mesmo a demora no fechamento da moleira pode indicar problemas, como a hidrocefalia, que é o acúmulo exagerado de água no cérebro. Já quando ela se fecha antes dos seis meses do bebê, também preciso ficar de olho. “Pode indicar algum problema congênito. Em alguns casos, será necessária intervenção cirúrgica, para permitir o adequado crescimento do cérebro”, afirma a médica.