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Febre amarela: acabe com a dúvida sobre a vacina padrão e a fracionada

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Publicado em 07/02/2018, às 12h30 - Atualizado às 12h33 por Redação Pais&Filhos


O crescimento de casos de febre amarela no país têm deixado os pais em alerta e, caso você esteja em área de risco, é preciso estar bem orientado com relação à vacinação. Principalmente aos riscos de efeitos adversos, aos critérios para a vacina e aos cuidados caso a dose seja fracionada.

Pensando nisso e na responsabilidade dos pais e dos especialistas, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) preparou um documento detalhado por meio dos Departamentos Científicos de Infectologia e de Imunizações, onde você pode se orientar.

Dose fracionada

Antes de tudo, é importante lembrar que ainda existem lacunas importantes em relação ao uso de doses fracionadas da vacina de febre amarela como a duração de proteção oferecida; torna imune apenas populações específicas e tem efeitos colaterais.

E são essas populações específicas que podem tomar a vacina. Crianças a partir de 2 anos de idade podem tomar desde que não apresentem condições clínicas especiais. Para as menores, é indicada a dose padrão. O mesmo vale para o caso de crianças que forem fazer uma viagem internacional para um país que exija o Certificado Internacional de Vacinação.

A campanha de vacinação com a dose fracionada vai acontecer entre o fim de janeiro e o início de março em determinados municípios dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia.  Para aumentar ainda mais a segurança de pacientes e familiares, a Sociedade Brasileira de Pediatra destaca alguns pontos que devem ser observados na hora de receber a dose no posto de saúde.

Interferência: é importante prestar atenção nas diferentes vacinas que você e seu filho tomam ao mesmo tempo ou em um curto período. De acordo com os pediatras, para evitar interferência na proteção das vacinas, a para febre amarela não deve ser administrada simultaneamente com a tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) ou tetra viral (contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela) em crianças menores de 2 anos de idade. A orientação é que tenha pelo menos um intervalo de 30 dias depois. As demais vacinas do calendário podem ser administradas no mesmo dia que a vacina febre amarela.

Medicações: Alguns grupos não devem ser imunizados contra a febre amarela como, por exemplo, as crianças com menos de seis meses de idade; e o das pessoas que fazem uso de medicações anti-metabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença (Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Natalizumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Ritoximabe e outros terminados com MOMAB, XIMAB, ZUMAB ou UMAB). A regra também se aplica para os transplantados de órgãos sólidos e pessoas com doença oncológica em quimioterapia e ou radioterapia.

No caso das mães moradoras de área com transmissão ativa da febre amarela e que estiverem amamentando criança menor de 6 meses de idade, pode ser administrada uma dose fracionada. No entanto, a amamentação deve ser suspensa por 10 dias após a vacinação. Mulheres que moram em áreas sem transmissão ativa não precisam tomar a vacina.

Reações: crianças, adolescentes e adultos com história de reação alérgica grave ao ovo e a gelatina, podem receber a vacina após avaliação médica e em ambiente com condições de atendimento de urgência/emergência. Mulheres em idade fértil vacinadas devem evitar a gravidez até 30 dias após a vacinação.

Mas não precisa de pânico! Segundo a SBP, a vacina de febre amarela é, de maneira geral, bem tolerada. Segundo os especialistas, a partir do terceiro ou quarto dia da vacinação, 2% a 5% dos vacinados têm sinais como febre, dor de cabeça, dores musculares, entre outros sintomas.

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