Família

Ter amigos é demais! Incentive a amizade entre as crianças

Os laços na infância são imprescindíveis para o amadurecimento social

Tanara de Araújo

Tanara de Araújo

Dia do Amigo

A amizade faz os pequenos entenderem o conceito de colaboração (Foto: Shutterstock)

Neste 20 de julho é Dia do Amigo. Alguns dos laços mais profundos começam na infância e podem ser imprescindíveis no amadurecimento social. O especialista em educação Marco Gregori, pai de Sophia e Chiara, ressalta que é essencial proporcionar o convívio, desde cedo, com outras crianças e ensinar o valor de se ter um amigo. “Assim, elas acessam novas emoções e desenvolvem as relações afetivas”, afirma ele, que também é fundador e CEO da Eduinvest e da Rede VIAe.

Gregori explica que a amizade faz com que os pequenos aprendam a conviver com os outros, a dividir brinquedos, a lidar com diferenças, a criar empatia e respeito pelo próximo. Eles também passam a entender, na prática, o conceito de colaboração. “São habilidades socioemocionais importantes para a sobrevivência no século 21 e que podem fazer diferença no futuro.”

Sobre a tendência de as famílias optarem por filhos únicos e o fato de as crianças viverem cada vez mais em apartamentos – perdendo um pouco do hábito de se brincar na rua – o especialista esclarece que isso não atrapalha a criação dos vínculos. Segundo ele, é papel dos pais incentivar as amizades em qualquer dos ambientes que o pequeno frequente, seja na pracinha, na escola, na própria família – na figura dos primos e dos filhos de amigos.

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“O pai e mãe devem ter participação ativa neste processo. E uma das formas é dar o exemplo, convivendo com frequência com seus próprios amigos e os valorizando”, diz. Abrir sua casa para receber a garotada, tomar a iniciativa de criar programações e deixar que seu filho também visite os amigos são outras dicas preciosas.

E o que fazer quando os amigos brigam? Gregori não aprova o velho hábito do “vamos dar as mãozinhas e fazer as pazes”. Conforme ele, os pais até podem intervir nos desentendimentos, mas de modo reservado e com muita delicadeza. “Nesta hora, é preciso se colocar no lugar da criança para, só então, provocar sua autocrítica dos motivos que levaram à briga.”

E nunca é demais lembrar: quantidade não é qualidade. O especialista destaca que o mais importante é estimular relações harmoniosas e respeitosas. “Em tempos em que a contabilidade de amigos virou algo banal, por conta das redes sociais, é básico que os pais deixem claro o que importa realmente: a força dos laços e não o número deles”, conclui.

 

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