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Seu filho pode estar envolvido do planejamento até a elaboração do diário de recordações – confira nossas sugestões!

Carolina Porne

Carolina Porne ,Filha de Sandra e Rubens

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Foto: Shutterstock

PLANEJAR

– A escolha do lugar: a criança deve estar envolvida desde esse momento na viagem. Não significa que os pais precisam ir para onde ela quiser, mas que ela precisa participar desse processo. Comece com perguntas genéricas: praia ou campo? Um hotel divertido ou uma cidade para ser explorada?

– Planejamento financeiro: com o contexto da viagem definido, chega a hora de fazer contas. Aqui as crianças não se envolvem, claro, mas elas podem ter seu próprio planejamento de finanças. Por exemplo, o dinheiro guardado da mesada pode virar um presente durante a viagem. Ou aquela sobremesa extra.

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FECHAR

– Criação do roteiro: definido o lugar, planeje as atividades de cada um dos dias da viagem. Nisso a criança pode ajudar – e muito! Vale definir que durante as manhãs os pais escolhem a atividade, à tarde os filhos e a noite vocês vão fazer algo que todo mundo goste. “Acredito que os pais não devam escolher um lugar que lhes dê ‘um descanso de seus filhos’, mas sim que os faça sentir tamanha felicidade em poder brincar sem preocupações, que faça ele voltar à criança que ele foi e, com isso, unamos mais ainda a família. É legal a criança brincar? É. Mas e se todo mundo brincar, a família volta a se olhar como tal”, comenta Alexandre Sansão, gerente de lazer do Santa Clara Eco Resort.

PASSEAR

– No caminho: quando a viagem é de avião, existe o entretenimento à bordo, mas você pode providenciar itens que divirtam seu pequeno. O tablet é sempre o salvador da pátria, mas dá para criar jogos fora da tela também. No carro, os jogos também são válidos, mas dá para rolar um rodízio musical – cada hora uma pessoa escolhe o que vai tocar no rádio – e parar eventualmente na estrada, tanto para esticar as pernas quanto para um lanchinho. Aliás, se for possível leve lanches.

– No hotel: as grandes redes possuem equipes de recreação mega preparadas para receber as crianças, de diversas faixas etárias. Os monitores e coordenadores se reúnem e em geral já elaboram todas as atividades para o mês seguinte. “A elaboração é um trabalho em conjunto e multidisciplinar. Cada um acrescenta seu lado mais rico – a arte, a música, o conhecimento de grandes jogos ou brincadeiras aplicáveis a cada faixa etária – para decidirmos por qual porta lúdica desejamos entrar. A ludicidade é um campo amplo, mas para atrair uma criança de 3 anos ou um adolescente de 17, há suas particularidades”, explica Alexandre Sansão. Mas as crianças também participam do processo: “elas também podem personalizar as atividades. São as crianças que escolhem o filme no cinema, os jogos na sala de games e participam como personagem em algumas atividades quando querem. Outro exemplo é a escolha pelo esporte favorito nas atividades que ocorrem no complexo esportivo”, comenta Rarrison Martins, coordenador de recreação do resort Costão do Santinho.

RECORDAR

– Lembranças das oficinas: muitos hotéis permitem que as crianças levem para casa os projetos desenvolvidos lá durante as férias. É assim no Grande Hotel São Pedro (Hotel-Escola Senac). “Entre os três e os seis anos as atividades que propomos sempre resultam em um produto, algo que a própria criança faz e depois pode levar para a casa”, diz Marcela Giubbina, coordenadora de recreação. No Sofitel Guarujá Jequitimar, elas ganham até um passaporte para registrarem o que fizeram por lá. “Cada atividade, como jardinagem em nossa horta, artesanato, teatro, clinica de tênis, capoeira e culinária, vale um carimbo no passaporte, que depois podem levar pra casa”, conta Cristiano Andrade.

– Diário de viagem: compre um caderno e entregue para seu filho para que ele se transforme em um diário de viagem. Ali ele pode escrever ou desenhar o que fez em cada um dos dias, colar ingressos ou outras recordações – vale até revelar algumas fotos, por que não? O importante é registrar a viagem para reler depois, com carinho e saudade.

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