Família

“As crianças de hoje gostam mais de ler”: Ruth Rocha comemora 50 anos de carreira

Batemos um papo exclusivo com a escritora mais querida pelas crianças

Isabela Kalil de Lima

Isabela Kalil de Lima ,Filha de Kátia e Fabio

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Nesta quinta-feira (2), uma das escritoras mais queridas do Brasil comemora 86 anos e nos permitimos o clichê de dizer que quem ganha o presente somos nós. Isso porque neste ano, Ruth, mãe da Mariana e avó de Miguel e Pedro, também comemora 50 anos de carreira. Viva!

São 50 anos de obras importantíssimas, que falam sobre ética e tratam a criança com respeito, como “Marcelo, Marmelo, Martelo”, “O Reizinho Mandão”, “Romeu e Julieta”, “O Menino que Quase Virou Cachorro”, “O Que os Olhos Não Vêem”.

O sucesso das histórias se reflete nos números. Ruth Rocha vendeu mais de 40 milhões de livros pelo mundo todo. Suas obras, inclusive, têm grande participação nos programas de incentivo à leitura promovidos pelo Ministério da Educação.

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Conversamos com a amada escritora para saber como ela vê todo esse sucesso. Batemos um papo também sobre como ela acha que são as crianças leitora de hoje. Delícia de entrevista!

Pais&Filhos: Como avalia sua trajetória?
Ruth Rocha: Estou muito feliz com meus 50 anos de carreira. Fui muito feliz nesses anos. Fiz uma carreira muito boa e que começou logo. Quando comecei a escrever, com 38 anos, meu livros venderam bem e tinha vontade de escrever mais e mais. Também tive pais, irmãos, marido, filha, netos e amigos ótimos que sempre me apoiaram muito. Estou feliz da vida!

P&F: Muita coisa mudou nesses 50 anos da sua carreira. A tecnologia, principalmente, avançou bastante. Como acha que é o leitor mirim de hoje?
RR: As crianças de hoje gostam muito de ler. A gente tem a impressão que não, mas elas gostam, sim. No meu tempo, as crianças não liam tanto. Eu lembro que lia muito e não tinha com quem conversar sobre os livros fora de casa. A educação mudou muito. Antigamente, a educação cuidava das crianças de maneira megera, sem liberdade e sem autonomia. As crianças eram muito restringidas e se desenvolviam com dificuldade. Até a literatura era punitiva. Os meus pais eram diferentes. Eles me deixavam fazer e ler o que eu queria.

Hoje, a educação dá mais importância para as crianças. Elas têm mais acesso a tecnologia, mas também aos livros. Além disso, temos uma literateura brasileira muito rica. Podemos citar Ana Maria Machado, Marisa Colassanti, Pedro Bandeira. Os escritores brasileiros de literatura infantil são muito bons e escrevem bem.

P&F: Como podemos continuar a cativar os leitores?
RR: Assim como as crianças gostam de livro, também podem gostar de televisão e jogar no celular. Há espaço para tudo, mas sempre existem crianças que preferem os livros.

P&F: O que mais deseja para as crianças do Brasil?
RR: De maneira geral, sempre desejo saúde porque é muito importante, mas também desejo educação. Desejo que todas as crianças sejam educadas. Com todos os problemas do mundo, educação faz muita falta falta.

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