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Exames do recém-nascido

Conheça os cinco testes essenciais para os bebês, feitos ainda na maternidade. Quanto antes for feito o diagnóstico, melhor!

Redação Pais&Filhos

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O teste do pezinho detecta doenças que, se não tratadas precocemente, podem levar à deficiência intelectual (Foto: Shutterstock)

O bebê mal nasce e já passa por uma série de exames: do pezinho, da orelhinha, do coração, do olhinho, da linguinha… E a gente nem sabe para que servem. Primeiro, saiba: todos eles são importantes para diagnosticar precocemente doenças que podem ser tratadas.

Teste do pezinho
Obrigatório no Brasil todo desde 2001, o teste deve ser realizado depois de 48 horas do nascimento do bebê, por meio da coleta de gotinhas de sangue de seu calcanhar. Segundo a pediatra da Unimed Piracicaba (São Paulo) Ludmila Marie Weiss Aloisi, mãe de Carolina e Milena, as doenças diagnosticadas nesse teste, se não tratadas precocemente, podem levar à deficiência intelectual ou causar outros prejuízos à qualidade de vida da criança.

Há três tipos de Teste do Pezinho: o mais simples (básico) é gratuito e detecta seis doenças distintas: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme (e demais hemoglobinopatias), fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita. Os pais podem optar também pelo teste Mais, que detecta as mesmas doenças do Básico e mais quatro, ou pelo Super, que diagnostica 48 patologias.

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Teste da orelhinha
Detecta possíveis problemas na audição do bebê. É simples e feito enquanto ele está dormindo. “Em alguns casos de fatores de risco, tais como prematuridade e surdez na família, torna-se necessário
novo exame aos 7 meses de vida”, explica a pediatra Ludmila. De acordo com uma lei de 2010, todos os hospitais e maternidades do país são obrigados a realizar o exame gratuitamente.

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De olho no teste

Teste do coração
É realizado entre 24 e 48 horas de vida do bebê e detecta malformações cardíacas. Desde o ano passado, faz parte da triagem neonatal do Sistema Único de Saúde (SUS). O exame leva menos de cinco minutos e é feito com uma espécie de pulseira que mede a oxigenação do sangue e os batimentos cardíacos.

Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria indicam que, em cada mil bebês nascidos vivos, de oito a dez podem apresentar malformações congênitas e, desses, dois podem apresentar cardiopatias graves. Por isso a importância desse teste!

Teste do olhinho
É obrigatório nas maternidades públicas e particulares em alguns estados, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O teste do olhinho é feito antes da alta e indica se o bebê tem ou não catarata, glaucoma, malformação no globo ocular, tumores e também, retinopatia, que é a principal causa de cegueira infantil. Com o diagnóstico precoce, todas essas doenças podem ser tratadas.

Ele é simples e indolor: o pediatra olha o fundo do olho do recém-nascido para ver o reflexo vermelho que aparece com o feixe de luz. O teste tem que continuar a ser feito pelo pediatra no consultório.

Teste da linguinha
Esse exame avalia se o freio da língua é curto, o que pode dificultar a pega na amamentação. Ter esse diagnóstico desde cedo evita que a criança desmame antes do tempo, tenha dificuldade para engolir e mastigar ou língua presa ao falar. Desde o ano passado, é obrigatório em todo o país.