Criança

Palmas para a ação da Polícia Federal contra a pedofilia

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Publicado em 26/04/2018, às 17h33 - Atualizado às 17h45 por Jennifer Detlinger, Editora-chefe | Filha de Lucila e Paulo


Pedofilia é assunto sério. E muito triste. Revoltante. De doer na alma. Não é de hoje que existem pedófilos e estupradores: sempre existiu, mas antes as histórias ficavam escondidas entre quatro paredes ou eram abafadas pela família.

De uns tempos para cá, as vítimas resolveram gritar pro mundo. O medo deu espaço à coragem. Quanto mais denúncias aparecem, mais gente se sente encorajada a denunciar. E quanto mais esse assunto aparece na mídia, mais as crianças ficam informadas e atentas.

Segundo dados da Secretaria de Segurança de São Paulo, somente entre janeiro e março do ano passado, o número de denúncias contra exploração sexual de crianças e adolescente cresceu. Entre os 2667 casos de estupro registrados nas delegacias do estado, 1794 foram envolvendo vulneráveis. E o dado mais alarmante: a maioria dos crimes é cometida contra crianças menores de 14 anos. É o maior número desde 2013.

O crescimento da denúncias acontece pelo aumento de canais de informação. Mas ainda faltam políticas públicas efetivas de prevenção do crime e de atendimento às vítimas. A ausência de dados centralizados sobre números total de denúncias de violência sexual contra crianças gera a impossibilidade de cobrança e acompanhamento de uma esfera mais alta.

Lutando contra a pedofilia

Na manhã desta quinta-feira, a Polícia Federal prendeu 18 pessoas pela operação #Underground 2 na manhã desta quinta-feira (26) sob suspeita de participação em crimes de pedofilia. Também foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão.

De acordo com a PF, os investigados abusavam efetivamente de crianças e ainda registravam o crime em imagens. Como se não bastasse, se comunicavam em salas virtuais dedicadas à pedofilia onde trocavam, vendiam ou disponibilizavam os arquivos de pornografia infantil. Algumas das vítimas já foram identificadas e ficou provado que o agressor é, na maioria das vezes, pessoa do convívio da família da vítima, ou mesmo parte dela.

É comum — mas não normal –, se deparar com notícias sobre abuso sexual contra crianças e adolescentes. São casos horríveis que podem envolver desde desconhecidos até pais, padrastos, professores e líderes religiosos. A violência vem de qualquer lugar e é isso que mais assusta.

Denuncie, compartilhe, debata e até grite, se necessário. Ligue para o Disque 100 quando suspeitar de algo. Ele serve como canal de apoio, denúncia, amparo e orientação em todo o Brasil. 

É preciso jogar luz sobre o mundo obscuro e cruel da pedofilia e do abuso infantil. Essa é nossa maior arma para proteger as crianças. Parabenizamos a ação da Polícia Federal e encorajamos mais condutas como essa.

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