Criança

Déficit de crescimento: diagnóstico precoce aumenta as chances de recuperação

Após alcançar a puberdade fica muito mais difícil chegar a estatura ideal

Jéssica Anjos

Jéssica Anjos ,filha de Adriana e Marcelo

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(Foto: Shutterstock)

A deficiência de crescimento pode ter sua origem em diversos fatores, mas podemos separar por dois blocos: a criança que já nasce nesta condição e aquelas que desenvolvem o problema posteriormente. “Quando a criança já nasce pequena pode ter sido um problema durante a gravidez, como insuficiência placentária, e não se desenvolve bem”, explica Durval Damiani, endocrinologista pediátrica, chefe da Unidade de Endocrinologia Pediátrica do Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas e da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, pai de Luis Felipe e Daniel, padrasto de Carol, Arthur e Luísa.

Já no outro grupo, essa criança pode apresentar problemas de crescimento durante seu desenvolvimento, na maioria das vezes, ligados ao valor nutricional ou uma doença que provoca má absorção dos alimentos. “Doenças crônicas também podem ser a causa como problemas renais e cardiopatia”, comenta o médico. A origem também pode estar ligada à doenças ósseas e problemas hormonais. O tratamento varia de acordo com a causa. “Se a criança apresenta uma síndrome de má absorção, faremos uma dieta sem glúten. Caso seja infecção urinária crônica, vamos aplicar a medicação necessária e por ai vai”, comenta o especialista.

“O que é importante ressaltar é que o diagnóstico precoce ajuda no tratamento”, alerta Durval. Segundo o médico, se não é sindrômico e o diagnóstico é feito com antecedência, 85% dessas crianças conseguem recuperar o crescimento nos primeiros dois anos de vida. O problema é quando elas alcançam a puberdade ou, no caso das meninas, chegam a menstruar. “Fica muito mais difícil desse pré-adolescente chegar a estatura ideal”, comenta.

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