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Crianças podem pegar pulgas e carrapatos de animais de estimação?

Saiba o que fazer se seu pet estiver com parasitas

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

crianças pulgas e carrapatos

(Foto: Shutterstock)

Não é comum que crianças peguem pulgas ou carrapatos dos animais de estimação, mas pode acontecer caso o pet tenha uma quantidade muito grande desses parasitas. Márcio Waldman, pai de Alan e Renata, médico veterinário e fundador da Petlove, explica que pulgas são atraídas por temperaturas mais altas e os cachorros e gatos têm cerca de um a dois graus de temperatura corporal a mais do que o ser humano.

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Caso seus animais de estimação estejam com estes parasitas, o pediatra Claudio Len, pai de Fernando, Beatriz e Silvia, afirma que você pode afastar as crianças do convívio, mas é mais simples tratar o animal e prevenir o problema de ocorrer novamente. “Em poucos dias, o animal já vai estar tratado e pode voltar a ficar perto”, diz o médico.

“O ideal seria manter os cães e gatos tratados com bons produtos antipulgas e carrapatos. Se a infestação for muito grande, a opção é tratar o ambiente, pois os ovos de pulgas ficam no local. Geralmente, um tratamento contínuo no pet resolve a situação”, conta o veterinário.

Segundo o especialista, hoje em dia o tratamento antipulgas e contra carrapatos está muito mais fácil do que há cinco ou sete anos. Existem produtos que exterminam tanto o parasita do cachorro como da casa. Recentemente foram lançados antipulgas e anticarrapatos por via oral. No caso de gatos, também há pipetas, sprays e remédio oral, porém este último não age contra carrapatos, que são muito difíceis de serem encontrados em gatos.

Diferentemente dos carrapatos, que grudam na pele, as pulgas não costumam ficar nas pessoas e sim na cama, nos lençóis e em outros objetos da casa. “O problema são as picadas de pulga e as alergias à picada. Hoje em dia elas não transmitem nenhuma doença”, esclarece o pediatra. Ele diz que o carrapato, de um modo geral, não costuma causar grandes problemas, já que a transmissão de doenças é muito rara e não faz parte da nossa realidade epidemiológica.

“Tirar o carrapato da pele é simples. O problema é local, de irritação”, afirma o médico. A melhor saída, portanto, é verificar onde estão os parasitas e acabar com a infestação.