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Picada de inseto: tudo o que você precisa saber

Vamos tirar todas as suas dúvidas sobre picadas de inseto! - iStock
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Publicado em 17/01/2019, às 14h59 - Atualizado em 30/01/2020, às 19h37 por Isabella Zacharias, Filha de Aldenisa e Carlos


Médico do departamento Materno-Infantil do Hospital Albert Einstein, dr. Claudio Len é nosso braço direito quando surge alguma dúvida sobre a saúde do seu filho. Ele contou pra gente tudo sobre as picadas de mosquitos e, agora, nós vamos te explicar tudo!

Nos primeiros anos de vida as crianças estão mais expostas às picadas de alguns insetos como mosquitos, pulgas e formigas. É importante que os pais não “blindem” totalmente os seus filhos das picadas, pois a exposição ao longo da infância faz com que o organismo seja sensibilizado lentamente e fique menos suscetível a eventuais alergias, que tendem a diminuir espontaneamente por volta do quinto ou sexto ano de vida na maioria das pessoas.

No entanto, esta alergia, também chamada de estrófulo, pode persistir até a vida adulta. Felizmente, o sintoma mais comum relacionado a picadas de inseto é a coceira, que pode ser localizada ou espalhada pelo corpo. Na grande maioria dos casos o tratamento é desnecessário e restringe-se ao controle da coceira, com cremes ou remédios antialérgicos por via oral. Além disso, os pais devem manter as unhas dos seus filhos bem aparadas, para que não machuquem a pele ao coçar.

Segundo o Dr. Cláudio, nem sempre os inseticidas e os repelentes são eficazes contra as picadas (Foto: iStock)

Caso isso aconteça, corre-se o risco de infecção secundária por bactérias. As reações mais graves, como o choque anafilático, são extremamente raras e estão relacionadas às picadas de abelhas, vespas ou marimbondos. Alguns sintomas indicativos da anafilaxia são a rouquidão e falta de ar minutos depois de uma picada.

Os pais devem procurar o serviço médico de urgência mais próximo na menor suspeita de anafilaxia. Alguns casos estão associados às infecções por vírus, como a dengue, o Zika vírus, a febre chicungunya e febre amarela, entre outras. Os pais devem estar atentos a essas doenças quando planejam viajar com os seus filhos para áreas com risco de contágio.

Portanto, o Dr. Cláudio recomenda que você consulte um pediatra sobre esse risco para que não aconteçam surpresas desagradáveis nos momentos de lazer. É importante lembrar que o uso de repelentes e inseticidas nem sempre garante a proteção total, e as crianças podem ficar expostas.

As alergias por conta das picadas podem trazer doenças como dengue, zika vírus, febre amarela, etc. (Foto: Getty Images)

A área do corpo em que minha filha leva picada de mosquito costuma ficar muito inchada, vermelha e demora dias para voltar ao normal. Isso é sintoma de alergia? Ela pode ser alérgica a outros insetos também? – Paloma Araújo, mãe de Alice
A presença de inchaço e vermelhidão no local de uma picada de mosquito sugere sim uma alergia e pode levar de dois a quatro dias para melhorar, dependendo da intensidade. Esse tipo de reação é muito comum em crianças, e não necessariamente indica que haja alergia a outros insetos. Vale ficar de olho.

Meu filho levou uma picada de formiga e ficou com o corpo todo manchado, empolado e até com a respiração ofegante. Passamos 12 horas no hospital e ele tomou remédio na veia. Daqui pra frente, como podemos protegê-lo? – Juliana Veneziano, mãe de Pedro
No caso de reação anafilática, com sintomas respiratórios, é fundamental que os pais levem os seus filhos imediatamente ao pronto-socorro para que recebam tratamento adequado, que inclui antialérgicos, corticosteroides e até mesmo adrenalina, nos casos mais graves.

Costumo passar repelente infantil nas orelhas do meu fi lho de 1 ano antes dele dormir, mas não aplico nas mãos e no rosto, pois tenho receio dele mexer nos olhos. Tem algum produto que possa ser usado no rosto? – Fernanda Almeida, mãe de Fabio
Reforço a recomendação para não “blindar” totalmente as crianças, assim vão se sensibilizando nos primeiros anos de vida. Na maioria das vezes os repelentes não causam alergias, mas o rosto é muito sensível e pode irritar. Para proteger a área, recomendo os repelentes “orgânicos”, que têm proteção variável, mas funcionam.

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