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Empresas do bem: conheça algumas iniciativas que incentivam a amamentação

Na Semana Mundial da Amamentação, saiba quais são os projetos de empresas aqui no Brasil que apoiam suas funcionárias a continuarem a amamentar

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

Mariana Cicatelli, gerente de desenvolvimento de produto da L’Oréal Brasil, e sua filha Elisa

Mariana Cicatelli, gerente de desenvolvimento de produto da L’Oréal Brasil, e sua filha Elisa

Voltar a trabalhar depois da licença maternidade é uma das grandes preocupações das mulheres. Por isso, a gente respira mais aliviada quando percebe que a empresa onde trabalhamos incentiva que as mulheres continuem amamentando depois que voltam para a rotina de trabalho.

Não custa lembrar: a Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde recomendam que a criança seja alimentada exclusivamente com leite até os seis meses de idade e continue mamando até pelo menos os dois anos. Mas como fazer isso depois da licença? Na L’Oréal Brasil, por exemplo, mais da metade dos funcionários, sendo que 75% delas tem idade entre 25 e 40 anos, período em que muitas mulheres são mães. O programa Share&Care foi lançado em 2013 para garantir que dentro da empresa os funcionários mantenham a qualidade de vida em todos os países onde a marca está presente.

 

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A amamentação é um dos focos desse programa e as mães têm acesso á licença maternidade estendida, sala de amamentação, auxílio creche e até a possibilidade de as mães trabalharem em casa em alguns casos. Também foi lançado o projeto Mães à Bordo, que dá um kit de boas-vindas para as futuras mães, com material de apoio, palestras, ajuda no planejamento da licença maternidade e da volta da mãe ao trabalho. Ou seja, a mulher tem todo suporte para continuar sendo mãe mesmo depois que tem voltar a dar atenção ao trabalho. “A amamentação é importante porque reforça o vínculo entre a mãe e o filho. O bebê está colado no corpo, você está dando um aconchego a ele”, diz Mariana Cicatelli, gerente de desenvolvimento de produto da L’Óreal Brasil, mãe de Elisa, que tem sete meses e meio e ainda mama.

Sala de amamentação da L'Óreal Brasil

Sala de amamentação da L’Óreal Brasil

“Quando a L’Oréal inaugurou a sala de amamentação, eu retirava o leite com a bomba e enviava para a Elisa beber na creche. A sala me ajudou muito porque voltar ao trabalho após a licença, com a rotina e as prioridades completamente modificadas, não é fácil e essa é uma maneira de acolher a mulher, de dizer que você voltou a trabalhar, mas tem um momento para dedicar ao seu filho, mesmo no trabalho. Isso é sensacional”, conta Mariana.

Outra empresa que tem algumas iniciativas nesse sentido é a Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro. A empresa poaia um grupo de enfermeiras na formação do GIAM (Grupo de Incentivo ao Aleitamento Materno), que incentiva a amamentação nas dependências da maternidade para as funcionárias, dentro das normas da UNICEF, do Ministério da Saúde e da OMS. Além disso, as enfermeiras estão disponíveis para esclarecer dúvidas das pacientes que estão internadas.

Já ouviu falar do selo Iniciativa Hospital Amigo da Criança, da UNICEF? O Hospital Paulo Sacramento, de Jundiaí, foi o primeiro hospital privado a recebê-lo porque incentiva o aleitamento materno. Todas as mães que recebem alta depois do parto são direcionadas para um atendimento especializado para tirar dúvidas e tornar esse momento mais fácil. As mães que têm dificuldade em amamentar são direcionadas ao Programa de Gestação Segura, que atende sem que as mulheres precisem agendar.

Além disso, o Ministério da Saúde lançou recentemente uma campanha para incentivar que as empresas apoiem a amamentação e deem espaço para as mulheres que estão amamentando se sintam mais a vontade. Assista: