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3 passos para ser um pai educador

O jeito certo é o seu jeito, mas nossas dicas podem ajudar você a educar melhor seu filho

Redação Pais&Filhos

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O papel do pai é fundamental da vida do filho. Todo mundo sabe! Educar uma criança é difícil. Exige muita dedicação, paciência e esforço. Como tudo isso pode ser responsabilidade só da mãe?

É por isso que só a presença física não é suficiente. É preciso participar e dar o exemplo. Só assim a criança aprende! Para Edson De Paula, pai de Edley e Edilayne, especialista em ciência do comportamento, existem quatro tipos de pai:

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– Pai educador: aquele pai ideal, que é participativo e acompanha de perto a rotina do filho;
– Pai protetor: em excesso, quando se torna protetor demais, não deixa o filho passar por dificuldades – tornando-o intocável e fazendo com que os filhos não aprendam a lidar com frustrações;
– Pai ausente: repara a ausência mimando o filho com bens materiais, é o grande provedor;
– Pai crítico: exige o máximo do filho, quer que ele seja o melhor e o acaba privando de seguir suas vontades e sonhos.

Pensando nesses perfis, o especialista tem dicas para educar melhor as crianças. Você sabe o que é melhor para a sua família, mas ajuda de quem entende é bom demais, não é?

1 – Seja sincero: não elogie, valorize o esforço

O pai educador é participativo!  E não tem só a ver com tempo, mas com a intensidade. Valorizar o esforço da criança demonstra interesse pelo que ela faz e a motiva a fazer cada vez melhor.

É diferente de só elogiar. Se o seu filho ouve o tempo inteiro é inteligente, mas tira nota vermelha em uma prova, vai pensar que não é competente o suficiente como costuma ouvi. Aí pode ficar desmotivado para estudar, não vai aprender a lidar com a frustração.

“Portanto, quando receber um desenho feito com carinho pelo filho, esqueça o ‘que lindo’ e diga ‘nossa, como você conseguiu fazer isso? Você deve ter se esforçado muito para fazer esse desenho’, ensina Edson.  

2 – Dê o exemplo faça aquilo que você fala e seja o modelo

O filho te vê como uma espécie de herói. Sendo assim, cumprir o que é prometido e dar o exemplo é fundamental! Todas as regras impostas para os filhos devem também ser executadas pelos pais. Se o sapato não pode ficar jogado pela casa, assim vale para os sapatos dos adultos.

A punição para algo que não foi legal precisa ser respeitado e não pode ser dito em vão. “A punição deve ser sempre educativa, nunca de maneira severa, sendo física ou verbal. Os filhos precisam entender que só terão determinado presente quando merecerem”, reforça o especialista Edson.

A mesma sensatez deve ser na sintonia entre você e seu companheiro. “Pai e mãe podem se contradizer na frente dos filhos.Precisamos entender que as decisões são tomadas em conjunto, pois as crianças percebem quando um pai ou mãe está ultrapassando o poder do outro e, assim, utilizam disso para conseguir o que querem”.

3 – Seja empático: tenha uma participação ativa na educação dos seus filhos.

Um pai educador fala dos seus erros também. Quando você se coloca no lugar do seu filho mostra para ele que também errou, mas que conseguiu superar a dificuldade, você cria um vínculo de conexão e ele não terá medo de falar quando errar.

Segundo o especialista em ciência do comportamento o ato de se ajoelhar para ficar na mesma altura do filho, vai muito além de estar mais próximo. “O gesto demonstra que você está se colocando no mesmo patamar que ele. É um processo físico e, sobretudo, psíquico, pois simboliza que pai e filho são iguais”, orienta.

O pai educador dá regras para que seu filho seja criança, isso não significa “adultizar”, mas sim ter hora para brincar, almoçar, estudar e estar conectado com o mundo real. Os filhos precisam do contato físico dos pais e se sentirem amados. É através dessa identificação psíquica e biológica que a personalidade da criança será moldada.

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