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Outubro Rosa: “Minha vida ficou mais linda e colorida após vencer o câncer de mama”

Conheça a história de duas mulheres que passaram pelo tratamento contra o câncer de mama - Shutterstock
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Publicado em 22/10/2020, às 14h06 - Atualizado em 28/09/2023, às 12h01 por Cinthia Jardim, filha de Luzinete e Marco


Nunca é demais falar sobre a prevenção do câncer de mama, inclusive neste mês com o Outubro Rosa. Quanto mais cedo a doença é diagnosticada, a probabilidade de sucesso no tratamento aumenta (e muito!). Apesar de ser um tratamento extenso, as esperanças não devem ser deixadas de lado e o cuidado com os exames de rotina e autoexame precisam se tornar hábito.

Conheça a história de duas mulheres que passaram pelo tratamento contra o câncer de mama (Foto: Shutterstock)

Nilza Portugal, filha de Izabel e Alcides, descobriu a suspeita de câncer pelo autoexame, em 2010. “Continuei alguns dias repetindo e com uma semana fui até minha ginecologista e ela pediu uma mamografia. Quando levei o exame, foi confirmada a suspeita e o laudo pedia para continuar a investigação”, contou.

“O único dia que eu chorei tudo o que eu tinha para chorar, que eu desabei e não dormi, foi quando levei os exames para a ginecologista”, lembrou. Depois desse dia, ela decidiu que seria ainda mais corajosa para enfrentar o tratamento de frente. Foram 6 ciclos de quimioterapia, entre outubro de 2010 e janeiro de 2011, uma cirurgia e há quase dez anos tem tido muito sucesso com todo o processo.

Já Cláudia Porto, que é psicóloga e mãe de Bianca, também descobriu a doença casualmente. “Não foi aquele nódulo clássico. Aconteceu na minha mama esquerda. Senti um enrijecimento, mas achei que fossem músculos, porque sempre praticava atividade física“, contou. Apesar de fazer os exames de rotina, havia se passado dois anos desde o último: “Foi aí que apareceu. É indolor, então a gente não sente quando ele aparece e vai deixando”.

Durante as sessões de quimioterapia, a grande questão para Claudia foi quando o cabelo começou a cair. “Minha filha foi muito amiga e parceira”, lembrou com carinho. De início, ela fez um corte chanel, mas depois decidiu raspar a cabeça. “Aquele cabelo já não era mais meu, muda muito”.

Nilza recebeu o diagnóstico em 2010 (Foto: Arquivo Pessoal)

Quando ouviu do médico que a vida voltaria ao normal após um ano, ela não acreditou, mas ficou surpresa em saber que ele estava certo. “A vida ficou mais colorida, mais viva.”, comentou a psicóloga. Como forma de apoiar o Outubro Rosa, ela conseguiu disponibilizar 50 mamografiasno hospital em que trabalhava para mulheres que precisam do exame. “Conseguimos diagnosticar três casos”. Como alerta, ela reforça: “As avaliações completas deveriam ser feitas pelo menos duas vezes por ano, pois se descobrimos cedo, podemos tratar logo”.

Para quem está passando pela fase de tratamento, Nilza orienta que é preciso ser muito forte e encarar a doença de frente: “Sejam corajosas. A forma como nós encaramos o câncer minimiza muito o sofrimento. Nunca percam a esperança, encarem o tratamento, que é uma luta, mas passa”, conclui.

O câncer de mama é o tumor mais frequente entre as mulheres

Segundo uma pesquisa recente realizada pelo Ibope Inteligência, a pedido da Pfizer, cerca de 72% das mulheres entrevistadas vão ao ginecologistaou mastologista pelo menos uma vez ao ano. Entretanto, uma a cada quatro não fala com o médico sobre prevenção e não recebe orientações sobre a importância de um check-up anual ou de como realizar o autoexame.

Quais sinais preciso ficar de olho?

  • Edema da pele
  • Inchaço em uma parte ou em toda a mama, mesmo que não seja um nódulo
  • Vermelhidão na pele
  • Assimetria das mamas
  • Espessamento ou retração da pele ou do mamilo
  • Secreção saindo pelos mamilos
  • Dor no mamilo ou na mama

É possível prevenir?

O câncer de mama, a partir de uma prevenção primária, pode estar relacionado a fatores hereditários e também aqueles que são modificados com o tempo, como inatividade física, consumo de álcool, terapia de reposição hormonal e excesso de peso corporal, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Na maioria dos casos de tumor na mama, cerca de 90% a 95% não estão associados a causas genéticas. A partir de hábitos de vida mais saudáveis, com uma alimentação adequada, nutrição e prática regular de exercícios, os riscos do desenvolvimento da doença podem ser diminuídos. Além disso, é recomendado também a amamentação como um fator protetor, segundo o INCA.

Mulheres se unem contra o câncer de mama
O diagnóstico precoce faz toda a diferença (Foto: Freepik)

Como ficam os tratamentos em meio à pandemia?

Mesmo com a covid-19, é muito importante não adiar exames e consultas, como aconselha a diretora médica da Pfizer, Márjori Dulcine. “Embora o momento exija cuidados para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, atrasar consultas e exames pode significar se expor a riscos desnecessários. O monitoramento da saúde precisa permanecer em dia, pois alguns tipos de cânceres mais agressivos podem se desenvolver rapidamente. Além disso, estamos falando de uma doença na qual um mês pode fazer toda a diferença no tratamento”.

Autoexame: como fazer?

De acordo com as orientações do Instituto Brasileiro de Controle de Câncer (IBCC), o autoexame deve ser realizado uma vez a cada mês, na semana seguinte ao término da menstruação. Existem duas formas de fazer o autoexame, são elas:

No chuveiro ou deitada:

  • Coloque a mão direita atrás da cabeça. Deslize os dedos indicador, médio e anelar da mão esquerda suavemente em movimentos circulares por toda a mama direita. Repita o movimento utilizando a mão direta para examinar a mama esquerda.

Diante do espelho:

  • Levante os braços, colocando as mãos na cabeça. Observe se ocorre alguma mudança no contorno das mamas ou no bico;
  • Repita a observação, colocando as mãos na cintura e apertando-a. Observe se há qualquer alteração;
  • Finalmente, esprema o mamilo delicadamente e observe se sai qualquer secreção. A observação de alterações cutâneas ou no bico do seio, de nódulos ou espessamentos e de secreções mamárias não significa necessariamente a existência de câncer.

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