Família

Mãe de meninos que pularam do 2° andar diz que deixou filhos sozinhos em casa para ter ‘o que comer’

Os irmãos antes conversaram com o Conselho Tutelar e a conselheira informou que não percebeu a intenção dos dois de pular - Reprodução/EPTV
Reprodução/EPTV

Publicado em 25/07/2023, às 07h51 - Atualizado às 09h32 por Beatriz Rodriguez, filha de Rogeria e Walter


Na última quinta-feira, 20 de julho, dois irmãos de 6 e 9 anos de idade pularam do segundo andar em um prédio no bairro de Recreio das Acácias, na zona sul de Ribeirão Preto, em São Paulo, após a chegada do Conselho Tutelar que foi acionado pelos vizinhos.

Agora a mãe relata que perdeu a guarda dos filhos temporariamente e que eles estão morando em um abrigo. Em entrevista ao Metrópoles, Geslaine Tomaz Castilho afirma que está desesperada com a situação de sua família. 

“A vontade que eu tenho é de morrer. Eles eram meu motivo para fazer as coisas”, desabafou ao portal. Após pularem do segundo andar do apartamento onde moravam, os meninos  ficaram internados em um hospital de Ribeirão Preto, mas já receberam alta hospitalar. 

A mulher prestou depoimento à polícia e disse que deixou os filhos sozinhos em casa, pois ela precisava trabalhar. “Eu preciso deixá-los em casa, senão não temos o que comer. Eu não sei o que aconteceu. Eu corrijo sim os meus filhos. Mas isso de agressão não é verdade. Eles caíram de um prédio”, contou a mãe.

Além disso, Geslaine afirmou que tentou pedir ajuda do Conselho Tutelar várias vezes. Ela disse que conhece a assistente social que trabalhou no caso dos filhos: “Queria que meus dois filhos estudassem na escola Anísio Teixeira, que tem reforço à tarde. De tantas vezes que eu ia no Conselho Tutelar, fiquei conhecendo ela. Ela me negava. Me humilhava. Ela falava que tinha 4 mil pessoas na minha frente e que não podia fazer nada. Eu já chorei muito na mesa dela falando ‘pelo amor de Deus’”.

Irmãos pulam de segundo andar com a chegada de Conselho Tutelar
A mãe alegou que precisa trabalhar e que já contatou o próprio Conselho Tutelar para pedir que as crianças fossem para escola integral, mas não teve retorno (Foto: Reprodução/Google)

Segundo a conselheira tutelar Marlene Colombo, as crianças estavam trancadas dentro do apartamento. Marlene ainda relatou que não percebeu que os irmãos tinham a intenção de pular, enquanto falava com eles. “Eu acredito que as crianças se assustaram porque temos a informação de que a própria mãe já as amedrontava dizendo que ia entregá-las para o conselho. Acho que foi aí que, de alguma forma, eles acharam que iam ser levados pelo conselho”, disse Marlene, entrevista à IPTV.

A responsável do Conselho Tutelar também afirmou que eles têm marcas de violência pelo corpo e, por isso, passaram por um exame de corpo de delito. “A conselheira observou que a casa tinha higiene precária e que havia pouca alimentação”, informou a delegada Patrícia de Mariane Buldo, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

O pai das crianças mora em Santa Catarina e ele e Gislaine são divorciados. O Conselho Tutelar deve acioná-lo para acolher os meninos que, enquanto isso, ficarão sob a guarda de uma tia provisoriamente.

Quais os riscos de uma queda às crianças?

De acordo com a Sociedade de Pediatria de São Paulo, as quedas representam a principal causa de atendimentos em serviços de emergência e de internações em crianças de zero a nove anos de idade. Uma pesquisa recente do Ministério da Saúde mostrou que 50% dos atendimentos em crianças nessa faixa etária foram devidos a esta causa, e os dados ainda mostram que o perigo nem sempre está nas ruas, mas a maioria das quedas ocorre na casa onde as crianças vivem.

Felizmente, a maior parte desses tombos têm consequências pequenas, como um corte, um joelho ralado ou um “galo” na cabeça (Foto: Freepik)

A Dra. Maria Amparo Martinez, coordenadora da Pediatria do Hospital Nove de Julho, explicou o que os pais devem fazer neste momento de desespero. “Deve-se buscar o atendimento médico imediatamente nas seguintes situações: quedas de bebês com menos de três meses; crianças com menos de dois anos em altura maior de um metro; crianças com mais de dois anos que tenham sofrido quedas de mais de um metro e meio; crianças que tenham sofrido acidentes de carro, quedas de escadas, quedas de mais de três metros ou em situações que apresentarem os sinais de alerta anteriormente citados.”

Antes de tudo, é importante entender por que acidentes de queda são mais fáceis de acontecer com as crianças. A criança, sobretudo a com menos de dois anos, sofre ainda mais riscos de ser afetada por quedas mais sérias — por ainda ter uma estatura pequena, quando ocorre a queda, ela tem risco de sofrer um trauma.

É importante que familiares, responsáveis e cuidadores de crianças se informem e busquem formas de evitar esse tipo de acidente (Foto: Freepik)

A Dra. Maria ainda reforçou que alguns sintomas podem ser identificados após o trauma da queda. “A presença de qualquer um deles é indicativa de procurar avaliação médica”. Saiba quais são os sinais:​

  • Vômitos;
  • Imobilidade em alguma parte do corpo;
  • Perda ou diminuição do nível de consciência;
  • Dificuldade para andar;
  • Irritabilidade;
  • Perda do equilíbrio;
  • Sangramento no nariz e ouvidos;
  • Olhos roxos;
  • Mudanças na respiração (ou muito lenta ou muito rápida);
  • Alteração visual.

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