Família

Dia do Pediatra: ele quase faz parte da família e contribui (muito!) para a educação do seu filho

É fundamental gostar e confiar muito no profissional e saber se compartilha das mesmas opiniões que você - Getty Images
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Publicado em 27/07/2023, às 04h50 - Atualizado às 09h51 por Jennifer Detlinger, Editora-chefe | Filha de Lucila e Paulo


Hoje, 27 de julho, é celebrado o Dia do Pediatra! A data foi instituída em 1910 pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) como forma de homenagear o profissional que tanto contribui para o desenvolvimento saudável da criança, principalmente nos primeiros anos de vida. É ele o responsável por nos tirar tantas e tantas dúvidas, por isso a relação de confiança com o pediatra é fundamental.

“A confiabilidade se constrói em cada consulta, já que o profissional aborda não somente questões médicas, mas também afetivas. Os pais devem se sentir confortáveis para compartilhar suas inseguranças e o médico deve passar disponibilidade e empatia”, comenta o Dr. Hany Simon Junior, pediatra parceiro Tylenol, em entrevista exclusiva.

Segundo o especialista, com o passar do tempo, a relação de confiança também passa a ser criada com a criança, que deve se sentir à vontade para expor o que está sentindo. “A consulta pediátrica não deve se restringir somente a dados objetivos, mas ser abrangente para que seja levada em consideração a dinâmica familiar e a forma como ela influencia na saúde infantil”, comenta.

É fundamental gostar e confiar muito no profissional e saber se compartilha das mesmas opiniões que você (Foto: Getty Images)

Exemplos disso ocorrem quando a saúde alimentar da família é inadequada e interfere na criação de bons hábitos infantis ou quando a rotina do sono da casa faz com que a criança durma muito tarde. Nestes casos, o pediatra se posiciona explicando os prós e contras das condutas. De certa forma, o pediatra também contribui – e muito – para a educação da criança.

Afinal, ele será a pessoa a quem você vai recorrer quando o bebê tiver uma crise de choro sem nenhum motivo aparente no meio da madrugada. “No consultório, gosto de entender cada família. Não existe um manual pronto. Essa rede de suporte é uma coisa tão artesanal, tão pessoal, que eu gosto, como pediatra, de estar perto das famílias. Também é importante sempre colocar os pontos bons e negativos de cada opção e seguir em um consenso. Os pais também precisam estar muito alinhados para ver qual será a melhor opção em tudo”, explica Dr. Claudio Len, pai de Fernando, Beatriz e Silvia, pediatra e nosso colunista. Mais do que o médico do filho, o pediatra é o doutor da família, que vai acolher as dúvidas dos pais e ser parceiro na educação da criança. Por isso, é fundamental gostar e confiar muito no profissional e saber se compartilha das mesmas opiniões que você.

Não podemos deixar de homenagear o Dr. Claudio Len, pai de Fernando, Beatriz e Silvia, pediatra e nosso megaconsultor!

Doutor Google

Por conta da tecnologia, houve uma mudança na relação família-médico. Aos primeiros sintomas, a reação de muitos pais é dar aquela pesquisada na internet para saber do que se trata – e isso não necessariamente nos deixa em paz. Pelo contrário, pode nos deixar ainda mais preocupados!

De acordo com o dr. Hany, o universo digital serve para resolver questões pontuais. “Os pais consultam a internet e chegam com algumas opiniões formadas, mas eles querem ter um tempo de consulta, já que questões complexas exigem diálogo. A mídia eletrônica não consegue substituir o contato pessoal”, confirma.

Esta nova dinâmica da relação com a tecnologia também aumentou o imediatismo, o que acende um sinal de alerta para pediatras e pais. Quando se trata de assuntos relacionados à saúde, o alívio responsável da dor e da febre sempre é mais indicado do que pensar somente no alívio imediato. “O avanço na tecnologia gerou impaciência e uma necessidade de resposta imediata para doenças ou situações que exigem respeito à evolução. O imediatismo existe e está arraigado nas gerações mais novas. O diálogo com o médico consegue minimizar esta ansiedade gerada pela informação eletrônica, que não é positiva”, finaliza.


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