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“Acho que estou com coronavírus”, e agora?

Quando apresentar os primeiros sintomas, já é importante ficar atento - Getty Images
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Publicado em 16/03/2020, às 09h36 - Atualizado em 16/01/2023, às 08h55 por Yulia Serra, Editora | Filha de Suzimar e Leopoldo


Quando apresentar os primeiros sintomas, já é importante ficar atento (Foto: Getty Images)

Depois da Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar pandemia em relação ao coronavírus, muito tem se discutido sobre o tema. O Ministério da Saúde confirmou neste domingo (15), 200 casos e 1913 suspeitos no Brasil. Com o aumento de 65% em apenas um dia, conversamos com infectologista Dr. Gerson Salvador para te orientar caso apresente os sintomas e esteja com suspeitas de ter o vírus. 

Para começar, vale relembrar que os principais sinais são febre, tosse e desconforto respiratório. Tirando qualquer dúvida, esse desconforto significa falta de ar e não nariz entupido ou um pouco de secreção. Além desses três, a doença também pode gerar dor de garganta, coriza e dor no corpo. “Caso você apresente algum deles, o mais importante é se recolher para evitar transmitir para outras pessoas”, afirma. 

Não é preciso e nem recomendado ir para o pronto-socorro como primeira medida, a não ser que o desconforto respiratório esteja insustentável. “A recomendação é procurar seu médico de referência e se afastar”, complementa. Assim, o profissional poderá te orientar sobre os próximos passos e, provavelmente, sugerir o isolamento, já que é uma das medidas mais eficazes para evitar a propagação da doença

Durante o isolamento

Mesmo sem a confirmação, pessoas com infecções respiratórias devem permanecer em casa. O médico acrescenta algumas medidas fundamentais para tomar nesse período: “manter uma higiene estrita, caprichar na higienização do nariz, permanecer dentro de casa durante o período de sete dias e limitar as visitas”. No caso da confirmação, vale também usar uma máscara para diminuir a chance de transmissão para pessoas que moram com você.

Em caso confirmado, a pessoa deve ficar em isolamento domiciliar (Foto: Getty Images)

Depois do isolamento domiciliar durante uma semana, obrigatório com a confirmação, à princípio, a pessoa pode retomar as atividades normais. “80% dos casos são leves, então no decorrer de uma semana a pessoa deve estar absolutamente assintomática”, explica. Porém, já tiveram alguns casos reportados fora do país de pessoas que voltaram a ter o resultado positivo de coronavírus nos exames semanas depois da primeira infecção. 

O médico enfatiza que ainda não se sabe muito bem o que isso significa, se, de fato, é uma reinfecção e se pode transmitir novamente. Assim, completa: “Caso volte a ter sintomas, recomece o atendimento, conforme orientações prévias (nas situações mais graves, indo para o hospital; nas leves o atendimento domiciliar ou rede básica)”. Não existe um tratamento específico e nem todas as respostas para a doença, por isso, todo o cuidado ajuda e é fundamental que cada um faça a sua parte para a melhora do quadro global dessa doença.    

Sobre o coronavírus

Os coronavírus são uma família de vírus conhecida há mais de 50 anos. Tem este nome porque parece uma coroa, se visto no microscópio. Algumas cepas infectam seres humanos, outras infectam somente animais. O novo vírus (2019-nCoV) provavelmente é uma mutação que não atingia humanos e, nos últimos meses, passou de um animal para uma pessoa em um mercado de frutos do mar e animais vivos na cidade de Wuhan, na China.

O vírus pode ser transmitido de pessoa a pessoa pelo ar, por meio desecreções respiratórias do paciente infectado ou por contato com secreções contaminadas seguido de inoculação em mucosas (olhos, nariz ou boca). Na maior parte dos casos, a transmissão é limitada e se dá por contato próximo, ou seja, durante o cuidado com o paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família. Em relação às crianças, há poucos casos de infecção pelo novo vírus.

O coronavírus é uma doença respiratória (Foto: Getty Images)

O diagnóstico é feito através de um exame específico, que coleta de secreção do nariz e da boca do paciente, e pode identificar o material genético do vírus em secreções respiratórias. Até o momento não existe tratamento específico para este vírus. Os pacientes são tratados com medicações para alívio dos sintomas, e suporte de terapia intensiva quando apresentam dificuldade em respirar. Recomenda-seingestão de líquidos, analgésicos e antitérmicos. Casos mais graves precisam ser internados para receber soro e oxigênio. Pode ser necessária internação em UTI.

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