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A gente já sabia: pesquisa mostra que metade das mães passam por constrangimento no trabalho após a gestação

Metade das mães que trabalham afirma ter passado por constrangimentos durante a gestação ou após o retorno da licença-maternidade. - iStock
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Publicado em 24/05/2019, às 15h01 por Samirah Fakhouri, filha de Rose e Fauzi


Metade das mães que trabalham afirma ter passado por constrangimentos durante a gestação ou após o retorno da licença-maternidade. (Foto: iStock)

Metade das mães que trabalham afirma ter passado por constrangimentosdurante a gestação ou após o retorno da licença-maternidade. De acordo com o estudo feito pelo Vagas, 52% das entrevistadas afirmaram ter passado por alguma situação desagradável no emprego quando estavam grávidas ou ao voltarem do período de afastamento. Entre os principais relatos, estão comentários desagradáveis(23,7%), demissão (19,9%) e falta de empatia (16,9%).

Muitas mulheressão questionadas logo no dia da entrevista sobre gravidez, se querem engravidar ou coisa assim, a resposta é sempre não independente da verdade. “Meu chefe me perguntou se eu tinha vontade de ser mãe. E eu dizia que não, o que era verdade” diz Katia Dias, uma paulistana entrevistada pela plataforma.

Logo depois de começar a fazer exames pra engravidar, Katia conta que foi demitida. “Senti que foi porque eu estava fazendo esses exames. Meu chefeestava com medo de que eu engravidasse e se adiantou.” Ironicamente, no entanto, Kátia descobriu dias depois da demissão que estava grávida de duas semanas, e portanto, já era gestante quando trabalhava no local. Entrou com processo na Justiça e conseguiu a indenização. “Fiquei com trauma depois disso e mudei de profissão. Estou grávida de novo, mas não tenho mais esse problema, porque virei fotógrafa e trabalho por conta própria”, desabafa.

De acordo com o estudo, os chefes são apontados como os responsáveis em 80% dos casos de preconceito ou julgamento durante a gravidez ou retorno da licença-maternidade. Em seguida, aparecerem colegas de trabalho (45,9%) e clientes ou fornecedores (6,9%). “As empresas precisam investir bem mais nesse assunto. É necessário um maior numerode mulheres na liderança para mudar esse comportamento. E ter um canal de denúncia estruturado também”, afirma Calegari.

E não são só as mães que levam isso em conta. Segundo ela, a nova geração de talentos dá muita importância ao modo que as empresas abordam, na prática, assuntos morais e sociais. “Hoje, os candidatos em um processo de seleção buscam trabalharem um ambiente diverso, inclusivo e com um propósito. As pessoastêm muita informação sobre as empresas. Essas atitudes ficam visíveis”, explica a especialista.

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