Família

3 razões para a família comer em volta da mesa

Luiz Pimentel

Os jornalistas Teté Ribeiro e Sérgio D'Ávila abriram as portas de casa em um domingo em família

Na casa dos jornalistas Teté Ribeiro e Sérgio D’Ávila, as refeições acontecem com as filhas gêmeas Rita e Cecília, na cozinha, que é o coração da casa (Foto: Pais&Filhos, maio/17)

A gente não cansa de falar e, a bem da verdade, não existem grandes novidades na área, mas o assunto continua sendo um dos mais importantes da vida: as refeições em família. Tem famílias que conseguem se organizar e comer, todo mundo junto, à mesa. Mas, quando as crianças crescem um pouco e os pais trabalham, esse momento vai ficando mais raro. Horários não batem, agenda corrida, almoços fora de casa. Mas se tem um tópico no qual vale a pena insistir é juntar a moçada, ocupar as cadeiras, tirar do armário a louça mais bacana e comer junto no dia a dia.

Quando as famílias se reúnem em volta da mesa, mesmo que seja só no almoço ou no jantar, elas estão, ao mesmo tempo, investindo na saúde e resgatando uma tradição que ajudou muito na construção da sociedade. “Há bem mais de 300 mil anos o domínio do fogo permitiu a cocção dos alimentos, modificando-os do cru ao cozido e dando origem à cozinha, o primeiro laboratório do homem. A modificação do alimento do cru ao cozido foi interpretada por Lévi-Strauss como o processo de passagem do homem da condição biológica para a social”, conta a nutricionista Sueli Moreira, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Trocando em miúdos, uma das razões para a gente deixar de ser bicho e virar gente foi a refeição em família. E tudo isso tem uma importância para o desenvolvimento da sociedade. “No início do terceiro milênio, o comer e beber juntos além de fortalecer a amizade entre os iguais, servia para reforçar as relações entre senhor e vassalos e mesmo os acordos comerciais entre mercadores eram selados na taberna, diante de uma “panela”, defende Sueli num artigo chamado Alimentação e comensalidade: aspectos históricos e antropológicos, que foi publicado em 2010.

No meio do texto, Sueli propõe boas razões para continuarmos nos alimentando em grupo. Separamos três delas que vão ajudar você a se convencer e a convencer seu filho a voltar para a cadeira, quando ele pedir para comer no sofá, na frente da TV.

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  1. Saúde – vários estudos mostram que a refeição em família contribui para uma alimentação mais saudável, levando em conta vários aspectos, como atratividade da comida, apetite dos filhos e o membro da família que cozinhou. Quanto mais esses fatores são positivos, mais saudável é a refeição.
  2. Companhia – fazer juntos a lista de compras, preparar os pratos, e  comer mesmo faz aumentar a percepção de atenção por parte de crianças e adolescentes. E, junto com ela, a disciplina, o encorajamento e a troca de confidências entre os membros da família. No sentido contrário, comer sozinho faz crianças e adolescentes se sentirem solitários.
  3. Fast food X Slow food – quem come acompanhado, escolhe menos junk food e alimentos super processados e prefere alimentos naturais da sua região.

 

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