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Síndrome de West: repentina e perigosa

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Publicado em 06/04/2018, às 08h00 por Redação Pais&Filhos


A Síndrome de West começa a se mostrar quando o bebê ou a criança vai muito bem, sem problemas e, de repente, começa a desenvolver crises epiléticas de difícil controle. Clay Brites, pediatra, neurologista infantil do Instituto NeuroSaber e pai da Helô, do Gustavo e do Maurício, explica que é uma doença epilética cerebral. “O bebê ou a criança vai muito bem, sem problemas e, de repente, começa a desenvolver crises epiléticas de difícil controle.” Isto pode acontecer entre 1 e 3 anos, mas, normalmente, tem maior incidência entre seis meses e um ano e meio de vida.

As crises denominadas “espasmos infantis” são quando a criança começa a se mexer repetidamente jogando o corpo e a cabeça para frente e um movimento de abraço com as mãos. “Acontece 15, 20, 30 vezes durante o dia de 7 a 8 repetições.” Diferente das crises epiléticas que a criança se encolhe ao invés de se esticar.

Se não controladas a tempo, podem evoluir para uma regressão neuropsicomotora. “A criança perde as habilidades motoras e linguísticas que tinha conseguido por meio do próprio desenvolvimento até aquele momento”, explica Clay.

As causas podem ser tanto genética, associada à síndromes (como a de down), quanto a sequelas do parto e infecções. Clay também comenta que existem condições da síndrome que ainda não se sabe a causa, “acontece de forma inexplicável”.

Caso você presencie um ataque epilético do seu filho, deve levá-lo imediatamente a um neuropediatra para ser detectado, ou como um caso isolado, ou, a partir de todos os sintomas juntos, diagnosticado.

O tratamento da Síndrome de West começa com a administração de uma medicação chamada ACTH. “É um derivado do hormônio que, normalmente, produzimos no cérebro e tem efeito antiepiléptico.” Ele reduz os espasmos e controla os efeitos da doença para evitar que a criança sofra com regressões neuropsicomotoras que podem se tornar definitivas, sem chance de melhora.

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