Criança

O que observar na hora de contratar o transporte escolar

Não basta escolher qualquer van escolar que passe na sua casa: converse com o motorista, observe o veículo e peça ajuda para a própria escola

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

 

Segunda-feira é o grande dia: a maioria das crianças volta à rotina da escola. Fim de férias, hora de reativar o despertador, de fazer o lanche, de montar a mochila, de separar o uniforme e, junto com tudo isso, vem o dilema de quem vai levar e buscar as crianças todos os dias. Muitas vezes, a melhor opção é contratar o transporte escolar. Mas o que levar em conta nessa decisão? A gente te dá algumas dicas para não ficar perdida no caminho.

Motorista

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Primeiro, é importante pesquisar as opções de empresas e conversar pessoalmente com o motorista.

Nesse encontro, procure observar as características pessoais dele – deve haver uma empatia entre você, ele e seu filho. Por isso, vale a pena levar a criança para conhecê-lo. Ele também deve ter habilitação para dirigir veículos na categoria “D”, possuir curso de Formação de Condutor de Transporte Escolar, possuir matrícula específica no Detran e não ter cometido falta grave ou gravíssima nos últimos doze meses.

Peça para que o embarque e o desembarque das crianças seja sempre feito em frente à escola com um monitor que as acompanha dentro do ônibus e sempre pelo lado da calçada.

O gerente administrativo do Colégio Santa Maria, Antônio Humberto dos Santos aconselha a fazer um contrato com o motorista explicando detalhadamente o percurso, os horários e o valor do serviço para que não aconteçam surpresas desagradáveis para ninguém.

“Os pais também devem saber qual é o itinerário a ser percorrido pelo transporte escolar e o fluxo de trânsito naquele horário, de modo que eles possam ter uma estimativa de tempo de percurso entre a escola e a residência e vice versa”, diz Ciccarino.  

Veículo

Se todo mundo se deu bem, é hora de analisar o veículo. Antônio explica que deve ser cuidadosamente avaliado, levando em consideração pontos básicos de segurança.

Os veículos do tipo Van são os mais utilizados. Eles são testados conforme normas e padrões internacionais de segurança antes de saírem das montadoras, porém são adaptados para operarem como transporte escolar. Quando for conversar com o motorista, é importante que você observe qual a lotação do veículo, se o extintor de incêndio está carregado e dentro da validade, se há travas limitando a abertura dos vidros laterais, se os pneus estão dentro dos padrões de segurança e se o veículo está em bom estado.

Além disso, é importante checar se  o carro  tem cintos de segurança para todos os passageiros e se estão funcionando direitinho. Toda criança transportada deve usar, individualmente, o cinto de segurança ou a cadeirinha apropriada para o seu peso.

Você deve estar achando que é um monte de coisa para olhar e talvez você não saiba fazer esse tipo de comparação técnica. Calma, é muita coisa mesmo, mas é preciso verificar, pois estamos falando de um passageiro precioso e o trânsito é responsável pelo maior número de óbitos de crianças no país. Dados do Ministério da Saúde apontam que no ano de 2012, 1862 crianças de até 14 anos morreram vítimas do trânsito.

Ajuda da escola

Algumas escolas, tanto públicas quanto particulares, já possuem empresas cadastradas que fazem o transporte dos alunos. Se a escola do seu filho já tem esse tipo de serviço, você pode ficar um pouco mais tranquila. Mas mesmo assim é importante conversar com o departamento que contrata esses prestadores de serviço e também com o motorista.

Campanha nacional

Preocupadas com a segurança dos estudantes no transporte escolar neste retorno às aulas, mais de 30 instituições brasileiras lançaram na última segunda-feira uma campanha nacional para melhoria dos serviços prestados. Coordenada pela ONG Criança Segura, a ação tem o objetivo de prevenir acidentes cujas principais vítimas são as crianças. E possibilitar que haja uma legislação de âmbito federal para reduzir os riscos a que aos estudantes são submetidos.

As entidades estão se mobilizaram pelas redes sociais e lançaram um manifesto no qual defendem a obrigatoriedade do uso de cadeirinha e cinto de segurança de três pontos pelas crianças, a presença de um monitor escolar no veículo, a melhoria na formação dos condutores do transporte e a obrigatoriedade de formação de qualidade do monitor escolar.

Também pedem que o transporte seja em veículo micro-ônibus com padrão certificado pelo Inmetro e que haja lista de presença das crianças nos veículos. Assim como a exigência de as escolas destinarem locais adequados e seguros para o embarque e desembarque das crianças na frente da escola e sem travessia de vias.

Para saber mais, acesse: http://criancasegura.org.br/

*Matéria atualizada no dia 05/08 às 17h18.