Criança

Meninas entre 9 e 11 anos já podem ser vacinadas contra HPV

Antídoto tem eficácia para proteger mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus

Redação Pais&Filhos

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Meninas entre 9 e 11 anos já podem tomar a vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), como forma de prevenção ao câncer de colo do útero. O Ministério da Saúde pretende vacinar 4,94 milhões de meninas esse ano. O HPV é um vírus transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para o filho no momento do parto. Estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença.

A vacina está disponível desde o início de março nas 36 mil salas de vacinação espalhadas pelo país. Para receber a dose, basta apresentar o cartão de vacinação e o documento de identificação. Cada criança deverá tomar três doses para completar a proteção. A segunda deve ser tomada seis meses depois, e a terceira, cinco anos após a primeira dose.

A vacina contra HPV tem eficácia para proteger mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus. Hoje, é utilizada como estratégia de saúde pública em mais de 50 países, por meio de programas nacionais de imunização. Estimativas indicam que, até 2013, foram distribuídas cerca de 175 milhões de doses da vacina em todo o mundo. A sua segurança é reforçada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

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De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, a vacina oferece proteção para a vida. E além de proteger a menina, os estudos mostram que a comunidade também fica protegida. “Por isso, devemos alertar os pais e responsáveis sobre a importância da vacina. A parceria com as escolas é fundamental nesse esforço do Ministério da Saúde. Precisamos contar com a colaboração dos pais e das escolas para conseguir alcançar a nossa meta e começar a escrever uma outra história no nosso país de enfrentamento à essa doença, que é o terceiro tipo de câncer que mais mata as mulheres no Brasil”, disse o ministro.

As meninas de 11 a 13 anos que só tomaram a primeira dose no ano passado também podem aproveitar a oportunidade de se prevenir e procurar um posto de saúde ou falar com a coordenação da escola para dar prosseguimento ao esquema vacinal. Isso também vale para as meninas que tomaram a primeira dose aos 13 anos e já completaram 14. É importante ressaltar que a proteção só é garantida com a aplicação das três doses.


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