Criança

“A criança não precisa de mais nada para brincar além dela mesma”

Maurício de Sousa fala sobre novo livro, 'Brincando com a Turma da Mônica', sobre o resgate das brincadeiras de antigamente

Carolina Porne

Carolina Porne ,Filha de Sandra e Rubens

mauricio-de-sousa-fnac

Foto: Lucas Lacerda/Fnac

Pense nas suas brincadeiras de infância. Você não precisava de muita tecnologia para se divertir, para ficar feliz. Pensando nisso, um livro como Brincando com a Turma da Mônica (Editora Senac) se torna muito importante. Na contramão da onda digital, ele resgata brincadeiras como amarelinha, queimada, barra-manteiga, stop, telefone sem fio e batata quente.

Com ilustrações da Mauricio de Sousa Produções, textos do especialista em educação lúdica e professor Ricardo Nastari e prefácio da psicóloga e consultora em educação Rosely Sayão, Brincando com a Turma da Mônica apresenta uma seleção de brincadeiras populares tradicionais, mas repletas de ensinamentos.

Sobre esse tema, conversamos com exclusividade com Maurício de Sousa durante lançamento do livro em São Paulo. Confira abaixo:

Anúncio

FECHAR

 

Para você, qual a importância das brincadeiras infantis no desenvolvimento da criança?

A importância já está no nome, infantis. A criança brincando com o a criatividade que tem, sem o uso de aparelhos eletrônicos ou qualquer outro artefato. A brincadeira pode ser vista como um treino para a vida adulta: ela aprende a criar, a dividir e até mesmo a competir. Brincar é bom, e a criança não precisa de mais nada para brincar além dela mesma. Essa foi inclusive a filosofia que levei para o Parque da Mônica, tanto o atual quanto o antigo: o que movia os brinquedos era a energia da própria criança. Ela podia brincar descalça ou de meia, sentir o chão.

 

Do que você gostava de brincar quando era criança? E do que você gostava de brincar com os seus filhos?

Eu inventava as minhas brincadeiras quando era criança (risos), mas brinquei de muita coisa que tem no livro. Com os meus filhos eu brincava de tudo também: pega-pega, teatrinho, jogava bola, empinava papagaio e assim por diante. Ter filhos de idades bem distantes uns dos outros também me fez aprender brincadeiras bem diferentes. Muito do que eu coloco até hoje nas histórias da Turma da Mônica foram situações que passei com meus filhos.

 

Como é o Maurício pai?

Muito coruja (risos), daqueles que acha os filhos as pessoas mais bacanas e lindas do mundo. Eu também tenho a impressão que ser pai fez com que eu mesmo não saísse da infância, por isso eles mesmos contribuiram para a formação deles e também a minha como pessoa. Eu trazia o que já tinha vivido, eles o que estavam vivendo e todo mundo cresceu junto.

 

Você fez parte da infância de muitos brasileiros. Mas o que você aprendeu com eles?

Aprendi que tudo o que é feito com atenção e cuidado vale a pena, porque cada vez que eu me encontro com um leitor, seja ele novo ou antigo, eu vejo o brilho nos olhos quando eles conversam comigo, eu sinto essa energia boa, essa luz. Aliás, é essa energia que me alimenta, sempre.

 

O que é família para você?

Família é o nosso arcabouço. Onde estamos protegidos.

 

Leia também:

10 brincadeiras para as crianças fazerem no inverno

Mais ajuda! 8 aplicativos que os pais gostariam que existisse

6 brincadeiras de crianças que queimam calorias de adultos