Criança

Livre de coceiras

Qualquer criança pode pegar piolhos, principalmente durante as férias. Saiba identifcar os primeiros sinais para tratar com rapidez

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

shutterstock_228540658

Seu filho já pegou piolho? Se ainda não, saiba que uma em cada quatro crianças são infestadas por esses insetos e, ao contrário do que muitos pensam, eles gostam mesmo é de cabelo limpo. Aquela história de que preferem as crianças que não lavem os cabelos direito não é verdadeira.

O pediatra Antonio Turner explica que o piolho não voa, mas pula bastante e o contágio ocorre quando há a proximidade de cabeças. Por isso, as principais vítimas são crianças em idade escolar.

Anúncio

FECHAR

Segundo o especialista, não há fórmulas milagrosas para evitar, mas é importante identificar os primeiros sinais da pediculose – nome da doença causada pelos piolhos. São eles: purido intenso, principalmente na nuca, e atrás das orelhas, inquietude na hora de dormir e, principalmente, muita coceira.

“Para evitar a proliferação, a higiene do couro cabeludo, o uso do pente fino periodicamente e a retirada da lêndeas com algodão umidificado com mistura de água e vinagre são procedimentos indicados”, explica.

Para tratar a pediculose outra dica é lançar mão de produtos especiais recomendados por pediatras. Tome cuidado com receitas caseiras, como loções e outros produtos. “Além de não serem eficazes, podem causar intoxicações ou queimaduras”,  adverte Antonio Turner.

De acordo com ele, é muito importante que o tratamento se inicie rapidamente para que não traga consequências para a saúde dos nossos filhos. O ato de coçar a cabeça faz com que ocorram lesões, o que facilita o acesso de germes e bactérias dentro da corrente sanguínea.

A picada do piolho também causa grande irritação à pele, pois a reação da sua saliva costuma desencadear  uma dermatite irritante. “Em casos mais severos de infestação, a criança pode até ter anemia por causa do sangramento do coro cabeludo. A criança também pode diminuir seu rendimento escolar pela queda da autoestima e por sofrer bullying”, acrescenta o pediatra.