Criança

Febre em crianças: medicar ou não?

Nem sempre a febre significa que há algo grave, ou que são necessários remédios

Redação Pais&Filhos

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Se perguntarmos para os pais, qual é o sintoma mais preocupante e que os faz correrem para o pediatra com os filhos, certamente, a febre será o primeiro entre eles. Muitas vezes, as crianças são medicadas, antes mesmo da causa da febre ser diagnosticada. Para os adultos, basta sentir que a criança está mais quentinha para procurar um remédio.

O pediatra Dr. Moises Chencinski faz um aviso para alertar os pais sobre a febre,:“ela é encarada como doença, mas é apenas um sintoma de que o organismo está sendo agredido por algo incomum”. Tem gente que acha estranho quando ele orienta que não é recomendável usar antitérmico para qualquer febre.

Segundo o Jornal da Academia Americana de Pediatria, a febre não é uma doença e sim um mecanismo fisiológico com efeitos benéficos no combate à infecção. A febre retarda o crescimento e reprodução de bactérias e vírus e estimula a produção de neutrófilos e proliferação de linfócitos. Além disso, ela ajuda na reação aguda do corpo.

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O aumento da febre nem sempre tem relação com gravidade da doença. Existem febres que são de curta duração, benignas, e podem realmente proteger o indivíduo. “Sabemos que uma criança febril pode ficar mais amuada, alimentar-se mal, tomar poucos líquidos e, assim, ter uma interferência negativa na evolução de sua doença. Dessa forma, quando um pediatra receita um remédio, a intenção não é curar a doença e nem tratar a febre. A idéia é melhorar o conforto dessa criança para que consiga usar suas energias no combate à doença”, afirma o Dr. Moises.

Consultoria: Moises Chencinski, pediatra homeopata

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