Criança

Cuidado com as doenças na volta às aulas

Gripes e resfriados acontecem mesmo, o importante é prevenir as mais graves

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

 

Toda mãe tem medo de que a criança fique doente ao entrar na escola ou na creche. Normal, acontece mesmo. Não tem como ser diferente, com várias crianças juntas na mesma sala. Além disso, é nessa fase que as defesas do corpo começam a ser desenvolvidas, o sistema imunológico delas ainda é imaturo. 

Os quadros virais – ou bacterianos, em casos mais sérios -, acontecem por causa do contato com outras crianças. “As pessoas não abrem a janela pra arejar e o vírus fica concentrado. Na maioria dos casos, os problemas são respiratórios, como gripes comuns, resfriados, tosse ou febre que melhoram em três a cinco dias”, explica a pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein, Milena de Paulis, que é filha de Lucia e Remo. É preciso ficar atento para que o resfriado não se espalhe para o pulmão e desencadeie em uma bronquiolite, infecção que resulta em cansaço para respirar e chiado no peito. Outra doença comum é a estomatite, o “sapinho”, bolinhas que se espalham pela gengiva, garganta e bochecha. 

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A criança tem maior dificuldade para expelir as secreções, principalmente porque as suas cavidades são pequenas – ouvido, nariz e boca. Nos maiorzinhos, também são comuns as amigdalites, cataporas – principalmente na primavera e no outono – e diarreias. 

Como prevenir

Alguns cuidados podem evitar que as crianças tenham doenças mais graves. A primeira delas é a vacina, claro. 

  • Visite a escola para observar a higiene e se o lugar é ventilado, principalmente no inverno. Veja também se os funcionários estão bem orientados. A supervisão de um pediatra é válida.

  • Deixe a criança brincar com a natureza: é bom ter contato com a areia, com a grama do quintal, com a água. Isso vai fortalecer o sistema imunológico e facilitar o contato com outras crianças. Oriente o seu filho para que sempre lave as mãos. 

  • O aleitamento materno e, posteriormente, uma alimentação saudável, também são fundamentais.

  • Boas noites de sono fazem diferença. Um bebê recém-nascido, segundo a pediatra Milene, deve dormir por volta de 20 horas por dia. A partir de dois anos de idade, dez horas são o suficiente, contando com um descanso de mais duas horas durante o dia. Já na fase pré-escolar (1 a 4 anos de idade), dez horas bastam. Oriente para que ele não durma tarde e também acorde mais cedo para aproveitar o sol da manhã, que é menos agressivo e ajudará a aumentar as suas defesas.

  • Outro fator que interfere na resistência imunológica é o emocional: um ambiente agradável, seja na escola ou dentro de casa, é essencial para que ele permaneça saudável – e feliz!

O momento certo

Mais cedo ou mais tarde, você voltará da licença-maternidade e aí não tem jeito. Segundo a pediatra Milene de Paulis, a partir dos seis meses de vida é mais seguro, pois as crianças estão mais protegidas das bactérias. Isso não impede que o bebê fique doente, pois os vírus ainda estão por aí. O ideal para a formação do sistema imunológico, segundo a pediatra Angela Martinelli, mãe de Ricardo e Verena, seria a partir de um ano ou dois. “Ele só produz anticorpos a partir do oitavo ou nono mês”, explica. Uma criança só tem a defesa semelhante a de um adulto com dez anos de idade. Até lá, vacinas, hábitos e alimentação de qualidade vão garantir uma vida saudável.

E quando ele ficar doente?

Se o seu filho estiver doente, é importante que fique afastado da escola. É um cuidado com a saúde dos colegas e também com a dele, pois a imunidade estará mais baixa e a recuperação será mais difícil. Além disso, é nesse momento que a criança fica mais suscetível a contrair outras doenças.

Se você acha que a criança fica doente com frequência e que isso gera mais complicações do que o normal, vá ao médico. Não se esqueça de sempre fazer um acompanhamento com o pediatra.

Consultoria: Milena de Paulis, pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), filha de Lucia e Remo; Angela Patrícia Martinelli, pediatra do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da USP, mãe de Ricardo e Verena.