Criança

Como escolher a melhor escola pra seu filho?

Mãe afirma que nem sempre a melhor escolha é a mais óbvia

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Cada um tem suas opiniões, seus pontos de vistas e métodos de seleção sobre a escola dos filhos; Porém, nossas escolhas devem ser condizentes com a nossa realidade, principalmente, social para que não cause trauma em nossos filhos.

Digo isso porque algo muito triste aconteceu comigo e acredito que ainda acontece nos dias de hoje. Na primeira infância, eu estudei em uma escola ‘top’, ou seja, onde só havia filhos dos mais importantes da cidade. E eu não era rica. Meu pai tinha um bom cargo na empresa onde trabalhava, porém fazia das ‘tripas ao coração’ para pagar cada centavo daquele lugar.

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Só que na época eu não tinha consciência daquilo. Por isso, eu não entendia porque sofria tanto ‘bullying’. Eu passava horas pensando qual era o meu problema. Cheguei a pensar que ou meu papo era chato demais ou eu era muito gorda ou feia pra me enquadrar naquele ambiente. Quando na verdade não era nada daquilo.

Hoje, eu entendo que, infelizmente, sofri com o preconceito social. Meu pai, por exemplo, não tinha condições de comprar a mochila mais cara ou brinquedos de última geração, então todos zombavam de mim como seu eu fosse fracassada por aquilo.

Meu ciclo de amizades só foi mudar quando fui pra uma escola particular, onde tinha alunos com a mesma condição social que a minha. Lá eu fui feliz, fiz amizade, fui compreendida.

Sabe, assim como meus pais, nós sempre queremos o melhor para os nossos filhos. Nós desejamos uma educação de qualidade, que tenham boas influências, bons conhecimentos. Mas nem sempre aquilo que é bom aos nossos olhos é realmente o melhor. Às vezes, pecamos pelo excesso de zelo. Somos atraídos por um belo ‘banner’ com lindas promessas, mas que podem ser escolhas desastrosas.

Então, antes de matricularmos nosso filho na escola, nós precisamos colocar na balança se a mensalidade e demais despesas irão ‘caber’ no nosso bolso. Além de irmos até o local, conhecer os profissionais, alunos e até, se isso for possível, deixá-lo lá para tirar suas conclusões.

Se conhecer algum coleguinha que estuda lá, ótimo! Procure conversar com os pais dele e com o próprio amigo para saber melhor sobre o local. Se você não conhecer ninguém, não se preocupe, o importante é se sentir seguro com o ambiente, observar se seu filho gostou, se simpatizou com os colegas e professores. Não deixe de dialogar com seu filho. Muitas vezes é preciso insistir com a conversa, ainda mais quando percebemos que ele está triste e resistente em ir até à escola.

Veja aqui o que especialistas têm a dizer sobre a escolha da primeira escola e tire suas dúvidas:

Raquel Amorin Perreti, mãe de Lincoln e é graduada em Letras pela Universidade Metodista.