Criança

Como e quando praticar esportes na infância

Atividades físicas são muito importantes e devem ser estimuladas desde cedo. Mas sem exagero e respeitando o momento da criança

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Natação, judô, futebol, capoeira, vôlei… Exercício físico é super importante em qualquer fase da vida. 5,3 milhões de pessoas morrem por sedentarismo por ano no mundo, segundo um estudo da revista de medicina britânica The Lancet. O número é impressionante mesmo! E a gente sabe: o hábito de praticar esportes começa na infância.

Segundo o médico do esporte Victor Matsudo, o ideal é que as crianças façam 60 minutos por dia de atividade física, que podem ser divididos em blocos de 10 a 15 minutos, assim ninguém fica sobrecarregado. E lembrando: atividade física não precisa ser esporte – uma brincadeira movimentada já conta. “A criança tem que brincar de esporte, não pode praticar esporte como adulto”, diz o médico. A dança, por exemplo, é ótima, pois alia movimento e prazer.

Esporte na escola

Anúncio

FECHAR

A escola tem um papel fundamental, pois é ali que a criança passa a maior parte do dia e faz aulas de educação física. Mas, segundo o Dr Matsudo, cada criança faz apenas de 7 a 9 minutos de exercício real durante cada aula. Isso porque há o tempo de troca de roupa, de chamada, de divisão de grupos e revezamento de turmas. Por isso a importância de procurar também atividades extracurriculares.

Veja aqui um lugar superbacana para assistir a jogos de futebol com a família!

Além disso, ele recomenda que se combinem esportes coletivos e individuais. Isso porque se a criança praticar só o coletivo, pode se esconder atrás dos amigos e não se exercitar tanto quanto deveria.

Cuidado com excessos

No outro extremo, o fanatismo por esportes não é nada bom para as crianças. Algumas estão indo cedo demais para a academia e até fazendo dietas da moda. Claro que é preciso bom senso! Das crianças e principalmente dos pais.

Por volta dos 8 anos, é normal a criança ficar mais gordinha, pois ela deposita gordura antes da fase do estirão, em que vai crescer e chegar a altura dos pais “de uma hora pra outra”. Esses quilos extras não justificam o exagero nos esportes!

Uma etapa de cada vez

Os exercícios físicos devem ser inseridos no cotidiano da criança de forma gradativa e sem pressão. E sem lotar a agenda, claro! Ela precisa de tempo pra brincar também! Segundo o pediatra Thiago Gara, pai de Gabriela e Beatriz, do Hospital e Maternidade São Luiz, existem exercícios certos (e eficazes) para cada faixa etária:

Até os 3 anos – Mais do que exercícios, essa fase é perfeita para as brincadeiras, como correr, pular e engatinhar. Coisa que toda criança já faz e que deve ser estimulada, mas sempre respeitando o seu limite. É bom procurar atividades psicomotoras, que aliam exercício ao aprendizado, como pular corda e amarelinha.

De 4 a 7 anos – Nessa fase, as crianças podem praticar diferentes esportes para desenvolver a musculatura e a agilidade. Além das atividades coordenadas, como o futebol, continuam as brincadeiras como pega-pega, pique-bandeira e queimada.

A partir de 8 anos – Nessa idade, elas podem ser matriculados em atividades que têm mais facilidade ou predileção. “Só tome cuidado com as atividades que envolvam competição e esforço exagerado para não causar problemas de saúde, como luxações e tendinite”, diz Gara.

Atividades que trabalham a força muscular, como musculação, não são recomendadas antes dos 14 anos!


Natação no podium

Para Thiago Gara, o esporte mais recomendando, independente da idade, é a natação. Por ser tido como o mais completo, estimula diferentes áreas do corpo, além de trazer bem estar. “Ele ajuda no desenvolvimento da coordenação motora, estimula o metabolismo ósseo, melhora o bom humor e o apetite, além de combater a obesidade infantil”, completa Gara.

Mas o especialista faz um alerta importante para os pais: “Crianças com problemas respiratórios, como a rinite, e alérgicas ao cloro ou outras substâncias usadas no tratamento da água, devem tomar cuidado com essa modalidade”.