Criança

Comer, comer

A alimentação na fase escolar da criança – entre 7 e 10 anos – muda bastante, e os hábitos alimentares dependem dos pais

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Em palestra no 36º Congresso Brasileiro de Pediatria, a médica pediatra Virgínia Resende Silva Weffort destacou a importância com os cuidados alimentares das crianças em idade escolar, que vai dos 7 aos 10 anos, uma vez que é nessa fase que a criança passa por uma mudança na alimentação e no gosto alimentar consequente de mudanças biopsicossociais. Por causa de fatores diversos tais como a maior independência da criança em diversos sentidos, os pais devem redobrar os cuidados e ser firmes quanto à alimentação. A criança dessa idade costuma apresentar problemas alimentares, com tantas mudanças. “Mas é nessa mesma fase que ela apresenta maior interesse pelo preparo da comida, por exemplo, o que pode ser estimulado e trabalhado de forma positiva para o hábito alimentar saudável”, afirmou a médica.  

 A pediatra destacou a importância da alimentação para a criança nessa fase de maturação sexual e ganho de peso. “É importante pesarmos e medirmos as crianças nessa idade. O excesso de peso e a obesidade aumentaram e aí temos de redobrar os cuidados, como profissionais”, orientou.

Você já reparou que muitas crianças tornam-se obesas nessa faixa etária? Pois é. Há muitas explicações – e outras ainda são procuradas e investigadas. Mas, algumas delas já são evidentes para os profissionais de saúde, como almoçar vendo a TV ligada, jogando vídeo-game etc. “A criança aos 7 anos ainda acha mais importante brincar do que comer. Mas, somos nós, pais, que devemos dar os limites e cuidar para o equilíbrio”, lembrou Virgínia. Muita coisa influencia na saúde e no bem-estar da criança e um dos aceleradores da obesidade são maus hábitos durante a refeição, como comer rápido, em grande quantia – e, lógico, comer mal. Muito mal.

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O incentivo vem de todos os lados, a gente sabe. Os anúncios e propagandas voltadas para as crianças de alimentos não saudáveis e fast food são 72%. Não existe marketing para a cenoura, a alface, os brócolis. Uma pesquisa revelou que as crianças em idade escolar tomam 1 lata de refrigerante por dia (eles ganham mesada e dão preferência a isso na hora de comprar um lanche).

A família

A família tem um papel bastante importante na solidificação dos bons hábitos da criança. A pediatra Vírgina é incisiva “os pais devem fazer a criança morar na casa deles, e não eles na casa da criança”. Com isso, devem tomar cuidados e fazer acompanhamento nutricional. Algumas pequenas mudanças podem ser feitas (e já!) como priorizar o carboidrato complexo ao simples, preferir frutas aos sucos, fazer com que a criança tenha o costume de tomar café da manhã (ele é importantíssimo e faz com que ela não sinta fome na escola, escolhendo mal o lanche no intervalo), diminuir a ingestão de sódio e ter um consumo adequado de cálcio por dia (cerca de 900mg/dia nessa faixa etária). 

A repórter Ana Lis Soares está no 36° Congresso Brasileiro de Pediatria a convite da Boiron.

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