Criança

Adeus dumbo!

Nossa repórter conta como se livrou das orelhas de abano

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

“Eu sempre fiz ballet, não me lembro de um dia da minha vida sem dançar. Ou seja, vivia de cabelos presos. As orelhas de abano sempre estiveram ali no espelho, mesmo quando eu enchia o cabelo de glitter! Na quarta série, com dez anos, começaram as maldades, principalmente por parte dos meninos (com atenção especial para um certo loirinho de olhos azuis). Dumbo. Era assim que me chamavam. Aquilo começou a se tornar insuportável. Nunca admiti para eles, na época, que aquilo estava sendo terrível para mim. Segurei até onde pude. Até que numa certa noite, fui até a cama dos meus pais e abri o berreiro. Eu não queria mais ser a menina dumbo. E entramos num consenso: eu ia fazer a cirurgia plástica. Comentei com uma grande amiga que iria fazer e, para minha surpresa, ela também queria. Nossas mães se falaram e fomos juntas ao médico, marcamos a cirurgia para o mesmo dia. Não pude fazer na data marcada porque o furo da minha orelha estava inflamado. Minha amiga operou e fui visitá-la. O pós-cirúrgico foi bem tranquilo, tirando a primeira noite que passei muito mal – mas, deve ter sido psicológico. As orelhas ficaram roxas como beterrabas e aderi à moda da faixinha na cabeça. E eu tinha muitas por causa do ballet. A cirurgia foi nas férias e, na volta às aulas, eu fui de rabo de cavalo para escola e me exibi MUITO para todo mundo! “   

 
Nivia Corrêa de Souza, repórter da Pais e Filhos

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